MAIS ESTRANHO QUE A FICÇÃO

MAIS ESTRANHO QUE A FICÇÃO

(Stranger Than Fiction)

2006 , 113 MIN.

10 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 12/01/2007

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Marc Forster

    Equipe técnica

    Roteiro: Zach Helm

    Produção: Lindsay Doran

    Fotografia: Roberto Schaefer

    Trilha Sonora: Brian Reitzell, Britt Daniel

    Elenco

    Dustin Hoffman, Emma Thompson, Kristin Chenoweth, Maggie Gyllenhaal, Queen Latifah, Tony Hale, Will Ferrell

  • Crítica

    12/01/2007 00h00

    Palmas para Zach Helm! Não conhece? Sem problemas. Até bem pouco tempo atrás, o mundo do cinema praticamente desconhecia este autor californiano de pouco mais de 30 anos, com algumas poucas passagens pelo teatro e pela TV. Porém, após sua estréia no cinema - como roteirista de Mais Estranho que a Ficção -, esta percepção hollywoodiana mudou por completo. Agora, ele já está sendo chamado de "novo Charlie Kaufman" (roteirista de Adaptação) e vem ganhando espaço na imprensa especializada. E fez por merecer: seu roteiro de estréia é realmente uma preciosidade, uma jóia rara em meio a tanta mesmice que o cinema americano vem produzindo já há tanto anos. O roteiro é tão genial que o melhor a fazer é falar o mínimo possível sobre ele. Aliás, fica a dica: quem ainda não viu o filme, não deve ler nada a respeito, muito menos assistir ao péssimo trailer, que estraga as melhores situações.

    Mesmo assim, é possível fazer uma sinopse que não tire o prazer do cinéfilo: o fiscal do Imposto de Renda Harold Crick (Will Ferrell, da refilmagem de A Feiticeira) é um sujeito extremamente metódico, sistemático e solitário. Por outro lado, a escritora inglesa Key Eiffell (Emma Thompson, ótima como sempre) está sofrendo com um terrível bloqueio criativo que impede já há vários anos seu reencontro com o sucesso literário. Ambos vão se encontrar numa situação, no mínimo, inusitada. E pronto. Melhor não saber mais nada para curtir as surpresas do filme.

    A partir deste encontro inusitado e inesperado, Mais Estranho que a Ficção se utiliza de fantasias, simbolismos e parábolas para compor o patético retrato do homem comum, pressionado por limites que muitas vezes só existem dentro de sua própria inércia em viver a vida plenamente. Ou seja, os fatores que cotidianamente nos oprimem e nos limitam são realmente tão fortes assim a ponto de arruinar nossos sonhos? Ou tudo não estaria dentro da nossa própria cabeça? São várias as leituras que o filme proporciona. Além disso, também diverte, explorando com bom humor situações que se equilibram na fina linha que divide o trágico e o cômico. Quando o personagem diz não saber se sua vida é uma tragédia ou uma comédia, certamente ele também está se referindo ao próprio filme.

    Junte-se a tudo isso a sóbria e criativa direção do alemão Marc Forster (o mesmo do excelente Em Busca da Terra do Nunca) e temos, logo de cara, em janeiro, um forte candidato a figurar entre os melhores filmes de 2007.

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