MALU DE BICICLETA

MALU DE BICICLETA

(Malu de Bicicleta)

2009 , 90 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia: 04/02/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Flávio Tambellini

    Equipe técnica

    Roteiro: Marcelo Rubens Paiva

    Produção: Flávio Tambellini

    Fotografia: Gustavo Habda

    Trilha Sonora: Dado Villa-Lobos

    Estúdio: Tambellini Filmes

    Distribuidora: Downtown Filmes

    Elenco

    Dani Suzuki, Daniela Galli, Fábio Lago, Fernanda de Freitas, Marcelo Serrado, Marcos Cesana, Maria Manoella, Marjorie Estian, Otávio Martins, Thelmo Fernandes

  • Crítica

    02/02/2011 16h03

    Homem solteiro procura; e quando acha, não sabe o que fazer. A frase pode resumir a trama de Malu de Bicicleta, filme premiado nas categorias Melhor Diretor, Ator e Atriz no Festival de Paulínia.

    A trama é sobre Luiz (Marcelo Serrado), jovem empresário paulista, simpático e bem sucedido, que tem como hobby colecionar mulheres. O famoso galinha. Sua obsessão pelo sexo oposto é tanta que, estressado como bom paulista, ele passa a ouvir vozes estranhas, vindas diretamente dos órgãos genitais femininos. Decide então tirar umas férias no Rio de Janeiro, onde conhece Malu (Fernanda de Freitas), como o título do filme já diz, de bicicleta. Nasce uma grande paixão.

    Mas é claro que todo mundo sabe que a grande paixão não pode acontecer antes da primeira meia hora de filme. E a felicidade do casal começa a ser ameaçada por um terrível e invisível fantasma: o da insegurança.

    Com roteiro de Marcelo Rubens Paiva, a partir de seu próprio livro, Malu de Bicicleta prova que é perfeitamente possível e viável o desenvolvimento de um tipo de cinema brasileiro que ao mesmo tempo tem grandes qualidades e conversa bem com seu público. Já é hora de cair por terra a falsa teoria de que o Brasil só produz (1) ou filme que só a crítica e os intelectuais gostam, (2) ou filmes de favela e violência e (3) ou filmes popularescos que conseguem grande público mas não tem qualidade.

    Malu de Bicicleta tem potencial de dialogar com as grandes platéias, não subestima a inteligência e o bom gosto do público, é tecnicamente irretocável, e também traz todos os elementos para agradar à crítica e ao consumidor mais exigente que busca um cinema mais inteligente. Faz rir e faz pensar. Tem ótimas interpretações e é dirigido com segurança e ritmo. Não é um Chabrol (e nem quer ser), mas disseca com competência o sofrimento do ciúme, o “inferno do amor possessivo”. Enfoca com leveza a questão da insegurança masculina diante da simples possibilidade da estabilidade e de felicidade, por mais rimas que a frase possa conter.

    A direção é de Flávio Tambellini, mais conhecido como o produtor (função que assina em mais de 20 longas) que propriamente como diretor, já que este é o seu terceiro longa, após Bufo & Spallanzani (2001) e O Passageiro – Segredos de Adulto (2007).

    É drama? É comédia? Romance? Responde Marcelo Rubens Paiva: “Queria que o público se libertasse um poucos dos rótulos. O longa é engraçado, mas tem uma parte do filme que é bem dura. Ele não é apenas uma comédia romântica, é cinema”, afirmou.

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