MAMA

MAMÁ

(Mama)

2013 , 100 MIN.

14 anos

Gênero: Terror

Estréia: 05/04/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Andres Muschietti

    Equipe técnica

    Roteiro: Andres Muschietti, Barbara Muschietti, Neil Cross

    Produção: Barbara Muschietti, J. Miles Dale

    Fotografia: Antonio Riestra

    Trilha Sonora: Fernando Velázquez

    Estúdio: De Milo, Toma 78

    Distribuidora: Paramount Pictures Brasil

    Elenco

    Chrys Hobbs, Daniel Kash, Isabelle Nélisse, Jane Moffat, Javier Botet, Jayden Greig, Jessica Chastain, Julia Chantrey, Kevin Kirkham, Maya Dawe, Megan Charpentier, Morgan McGarry, Nikolaj Coster-Waldau, Pamela Farrauto, Sierra Dawe, Sydney Cross, Tyler Curnew

  • Crítica

    04/04/2013 13h39

    Por Daniel Reininger

    Em 2008, Andrés Muschietti lançou o aterrorizante curta Mamá. Guillermo Del Toro gostou do que viu e se envolveu com a produção do longa-metragem, dirigido pelo próprio Muschietti. Cinco anos depois, Mama (sem acento) chega aos cinemas com a benção do criador de Labirinto do Fauno e com a mesma capacidade de gerar uma atmosfera sufocante e apresentar criaturas fantásticas.

    Muschietti conseguiu expandir muito bem a história de seu curta com a ajuda dos co-roteiristas Neil Cruz e Barbara Muschietti. Seu foco é o personagem de Annabel (Jessica Chastain): roqueira egocêntrica que gradualmente descobre ter instinto maternal enquanto tenta proteger duas garotas de um espírito condenado a repetir seus erros eternamente.

    A trama é simples e começa após o pai das meninas surtar e matar a mãe delas. Ele foge para o interior, onde sofre um acidente. Ao encontrar uma casa abandonada, ele logo é morto por algo disforme e nos cinco anos seguintes as meninas passam a viver com a entidade, a qual chamam de Mama. Quando são encontradas, passam por terapia e vão viver com seu tio Lucas (Nikolaj Coster-Waldau) e a namorada dele, Annabel. Nenhum dos dois ganharia o prêmio de pai do ano, porém, com a ajuda do psiquiatra das garotas, começam uma nova vida.

    A protagonista de A Hora Mais Escura está ótima em um papel muito diferente do que está acostumada. Aos poucos, sua personagem se transforma diante de nossos olhos de forma convincente. As garotinhas também roubam a cena, com atuações sólidas e aterrorizantes. Victoria, a mais velha, consegue se relacionar com as pessoas e aos poucos se mostra capaz de abandonar o estado selvagem no qual foi encontrada. Lilly, por sua vez, era jovem demais e mal sabe falar ou se portar, sempre agindo como um animal acuado, feliz apenas quando sua protetora sobrenatural aparece para brincar.

    Mama
    mantém constante tom de ameaça e de profunda tristeza, afinal as melhores histórias de fantasmas estão repletas de melancolia. Exemplo da ideologia "menos é mais", o longa é um elegante filme de terror, que poderia ser ainda melhor caso não segurasse a onda para manter a classificação apropriada para adolescentes de 14 anos.

    Belo visualmente, a produção tem bons efeitos especiais e fotografia impactante, repleta de sombras ameaçadoras. O problema aqui recai sobre a intensa e constante trilha sonora. Como nas obras de Steven Spielberg, as músicas são exageradas para garantir o apelo emocional, sinal de insegurança de Muschietti.

    Também por inexperiência do diretor, Mama não está livre de clichês: mariposas marcam a presença do fantasma, canções assustadoras são ouvidas na madrugada, entre outros. Além disso, os personagens coadjuvantes são fracos: a tia das meninas, que luta contra Lucas pela guarda das garotas, é dispensável e suas (poucas) ações não levam nada a lugar nenhum. O psiquiatra, embora mais interessante por começar a desvendar o que realmente acontece com as meninas, serve apenas para deixar suas anotações para Annabel tentar resolver o problema sozinha.

    A produção conta ainda com belas cenas de Mama interagindo com as crianças e nem sempre o fantasma está visível, escondido por paredes ou portas. Se até mesmo as brincadeiras são tensas, imagine quando as coisas esquentam. O melhor momento remete diretamente ao curta, quando as garotas são acuadas pelo monstro após fugirem por um estreito corredor. Assustador!


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