MAMUTE (2010)

MAMUTE (2010)

(Mammuth)

2010 , 92 MIN.

16 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia: 05/08/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Benoît Delépine, Gustave de Kervern

    Equipe técnica

    Roteiro: Benoît Delépine, Gustave de Kervern

    Produção: Jean-Pierre Guérin, Véronique Marchat

    Fotografia: Hugues Poulain

    Trilha Sonora: Gaëtan Roussel

    Estúdio: GMT Productions, No Money Productions

    Distribuidora: Imovision

    Elenco

    Anna Mouglalis, Benoît Poelvoorde, Bouli Lanners, Gérard Depardieu, Isabelle Adjani, Philippe Nahon, Solange Pilardosse, Yolande Moreau

  • Crítica

    04/08/2011 10h37

    Enorme, meio bronco, caladão, rude. Assim é Serge (Gérard Depardieu, sempre ele), funcionário de um matadouro de porcos que acaba de se aposentar. Agora, ele poderá curtir o merecido dolce far niente após tantos anos de trabalho... ou não. Sua esposa percebe que a papelada para a tão sonhada aposentadoria remunerada não está completa, o que fará com que Serge percorra o interior da França em busca de seus antigos empregadores.

    Da mesma forma com que Serge se equilibra em sua velha motocicleta modelo Mammuth, percorrendo as estradas francesas em busca da possível e limitada liberdade econômica que a aposentadoria de um operário poderá render, o filme igualmente se equilibra sobre um bem dosado binômio drama/comédia proposto pela dupla de diretores Gustave de Kervern e Benoit Delépine.

    Mamute transita entre o insólito e o trivial, entre o bizarro e o irônico. Uma de suas primeiras cenas, a festinha de despedida que Serge ganha do frigorífico do qual se aposenta, é um pequeno primor de riso amargo: seu chefe lê palavras mal ensaiadas, seus colegas ruminam ruidosos salgadinhos, o protagonista brutamontes ostenta uma postura quase animal, e a câmera observa a tudo e a todos num distante plano estático.

    É um prenúncio do que vem por aí: personagens e situações à beira de uma fábula triste, silêncios perturbadores, grãos de imagem estourados e planos bem construídos que comporão um breve painel do que foi – ou poderia ter sido – a vida e um protagonista que tangencia o patético. Com direito a participação especial da bela Isabelle Adjani, musa inconteste do cinema francês dos anos 80.

    Participante da Seleção Oficial do Festival de Berlim, Mamute é mais uma boa produção francesa feita com baixo orçamento (uma das produtoras do projeto até leva o nome de No Money), ideias instigantes, excelente elenco e muito estilo.

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