MANDANDO BALA

MANDANDO BALA

(Shoot 'Em Up)

2007 , 94 MIN.

16 anos

Gênero: Ação

Estréia: 09/11/2007

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Michael Davis

    Equipe técnica

    Roteiro: Michael Davis

    Produção: Don Murphy, Rick Bennatar, Susan Montford

    Fotografia: Peter Pau

    Trilha Sonora: Paul Haslinger

    Estúdio: New Line Cinema

    Elenco

    Chris Jericho, Clive Owen, Daniel Pilon, Greg Bryk, Jane McLean, Monica Bellucci, Paul Giamatti, Ramona Pringle, Stephen McHattie

  • Crítica

    09/11/2007 00h00

    Pegue a estilização violenta de Guy Ritchie (diretor de Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes, por exemplo), adicione o humor mordaz do coelho Pernalonga e tempere com o molho picante dos exageros dos antigos faroestes à italiana. O resultado é Mandando Bala, filme que pode ser definido como comédia policial ou policial cômico, tanto faz.

    Repleto - propositalmente - de divertidos clichês, o filme fala de Smith (Clive Owen, ótimo), uma espécie de justiceiro solitário que testemunha o assassinato de uma mulher, segundos após ela dar à luz seu bebê. Violento, mas de bom coração, Smith decide eliminar os assassinos e tomar conta da criança. Mas logo ele percebe que o alvo dos criminosos, na realidade, não era a mulher assassinada, mas sim aquele inocente recém-nascido. Tem início um jogo de gato e rato no qual o que vale é o exagero, a violência em estilo de desenho animado, o sarcasmo das soluções e conclusões "mirabolantes" desenvolvidas por Smith e por seu cruel perseguidor (Paul Giamatti, excelente como sempre).

    A produção é norte-americana, mas é inegável que o roteirista e diretor Michael Davis, inglês, imprimiu ao seu filme um estilo totalmente britânico. Seja no cinismo de seu humor ou nas cores escuras e grãos estourados da fotografia do chinês Peter Pau. Destaque também para a presença de Clive Owen, um dos preteridos a ser o novo 007 (perdeu para Daniel Craig) num papel que parece justamente parodiar os grandes feitos heróicos de James Bond.

    Para curtir o filme em toda sua intensidade, é fundamental embarcar no seu humor non sense, que faz do próprio cinema a sua fonte de inspiração, e se deixar levar por cenas impagáveis, que admitem, por exemplo, que o nosso herói dizime um punhado de assassinos, sem que para isso seja necessário sequer que ele interrompa o ato sexual.

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