MANHÃ TRANSFIGURADA

MANHÃ TRANSFIGURADA

(Manhã Transfigurada)

2008 , 104 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 21/08/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Sérgio de Assis Brasil

    Equipe técnica

    Roteiro: Marcelo Esteves

    Produção: Álvaro de Carvalho Neto

    Fotografia: Fernando Vanelli, Melissandro Bittencourt

    Trilha Sonora: Gustavo de Assis Brasil

    Estúdio: Milímmetros

    Elenco

    Denise Copetti, Manuela do Monte, Mariza Rodrigues, Nara Maia, Paulo Saldanha, Pedro Freire Junior, Pedro Gil, Rafael Sieg

  • Crítica

    18/08/2009 18h10

    Há algo de triste e trágico no drama Manhã Transfigurada. E não apenas na tela, como também fora dela. Isto porque seu diretor, Sérgio de Assis Brasil, que realizou as primeiras tomadas em 2002, e só veio a concluir o filme cinco anos depois, faleceu semanas após assistir ao último corte e à pré-mixagem de sua obra, em dezembro de 2007. O trabalho só chega às telas agora, em 2009, provando mais uma vez como é longo e difícil o caminho de boa parte dos cineastas brasileiros.

    O filme, em si, também é difícil. Rodado totalmente na cidade gaúcha de Santa Maria, utilizando quase que inteiramente mão de obra local, o drama narra a história da jovem Camila (a bonita Manuela do Monte), garota do interior que é obrigada pela sua família a se casar com Miguel (João Pedro Gil), um militar rude, porém rico. Mas logo na noite de núpcias Miguel descobre que Camila não era virgem, exigindo então a anulação do casamento. Enquanto a papelada não sai, a garota é obrigada a ficar trancafiada em casa, apenas na companhia dos serviçais. Uma situação de humilhação e isolamento que terá trágicos desdobramentos.

    Baseada no romance homônimo de Luiz Antonio de Assis Brasil, a trama de Manhã Transfigurada, em si, não é ruim. Discute a intolerância religiosa do século 19, os falsos moralismos de uma sociedade de mentalidade tacanha e os limites do amor e da loucura. O gigantesco problema do filme, porém, é a sua realização. De direção profundamente ingênua, ele tem momentos que se assemelham a um teatrinho escolar, com interpretações travadas e direção de fotografia das mais equivocadas, recheada de sombras inexplicáveis. Apesar das belas locações na cidade de Santa Maria, a narrativa, fraca, transborda artificialidade.

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