MARADONA

MARADONA

(Maradona by Kusturica)

2008 , 90 MIN.

Gênero: Documentário

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Emir Kusturica

    Equipe técnica

    Roteiro: Emir Kusturica

    Produção: José Ibáñez

    Fotografia: Rolo Pulpeiro

    Trilha Sonora: Stribor Kusturica

    Distribuidora: Europa Filmes

  • Crítica

    13/10/2009 15h27

    Esqueça a ideia de ir à sessão de Maradona para encontrar uma seleção de gols magistrais. Se o seu único interesse é rever o que aquele aquela canhota fazia nos gramados, fique em casa e assista a algum DVD da Placar.

    Agora, se além dos gols, cujos melhores são apresentados no documentário de Emir Kusturica, o seu interesse é entender quem é Maradona para além da figura que hoje parece um padeiro que devora as próprias guloseimas, caro espectador, será um deleite.

    Primeiramente, Kusturica (A Vida é Um Milagre) não tenta explicar porque, dentro de campo, Maradona era Deus. Ela já parte com essa premissa e busca entender como aquele garoto de extrema habilidade fez, em 1986, o gol do século (aquele em que ele dribla metade do time da Inglaterra na Copa).

    Assistimos a um diretor que vai de encontro a seu personagem e encontra semelhanças nas trajetórias de ambos. Não se esconde sobre o falso signo da imparcialidade e não tem um olhar romântico para Maradona. É irônico e crítico, porém um apaixonado.

    “Se ele não tivesse virado jogador de futebol, seria um revolucionário”, interpreta Kusturica. Faz sentido: El Pibe tem uma inquietação e atração por desrespeitar a ordem absurda. Talvez por isso ele seja uma figura tão interessante de se aproximar e entender. Não é um fantasma que vive sob uma máscara e não quer agradar a gregos, troianos, russos, palestinos e norte-americanos.

    Claro que Kusturica não nos furta alguns gols nem a pancadaria na qual Maradona se envolveu quando ainda jogava pelo Barcelona. Também estão lá a cusparada na câmera na Copa de 94, os dribles desconcertantes e os inúmeros gols de cobertura.

    Mas Maradona coloca seu personagem no seu tempo histórico, ilustrando que aquele gol de mão contra a Inglaterra foi mais que um gol, mas também uma vingança devido à Guerra das Malvinas. Um retrato pessoal e interpretativo, que torna as contradições e erros de Dieguito mais apaixonantes. Um personagem com sangue nas veias.

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