MAROCK

MAROCK

(Marock)

2005 , 100 MIN.

18 anos

Gênero: Drama

Estréia: 07/09/2007

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Laïla Marrakchi

    Equipe técnica

    Roteiro: Laïla Marrakchi

    Produção: Adeline Lecallier, Alain Rocca, Stéphanie Carreras

    Fotografia: Maxime Alexandre

    Elenco

    Assaad Bouab, Fatym Layachi, Khalid Maadour, Matthieu Boujenah, Morjana Alaoui, Rachid Benhaissan, Razika Simozrag

  • Crítica

    07/09/2007 00h00

    À primeira vista, a produção franco-marroquina Marock parece ser interessante, principalmente aos espectadores interessados em longas que fazem um retrato da juventude em países repletos de conflitos sociais movidos pela religião - como o recente Bubble. No entanto, a abordagem superficial faz com que o drama desperdice todo o potencial que sua idéia inicial carrega.

    Produzido em 2005, é o primeiro longa-metragem dirigido e roteirizado por Laïla Marrakchi, que antes havia trabalhado em curtas. Ela se inspirou em sua juventude vivida no Marrocos para contar a história de Rita (a estreante Morjana Alaoui). Às vésperas de um importante exame que garantirá sua entrada numa faculdade francesa, ela vive entre as noitadas com as amigas; a paixão inicialmente platônica nutrida por seu vizinho, Youri (Mathieu Boujenah); os estudos; a família e a religiosidade. Com seus amigos igualmente favorecidos economicamente, fala francês; com os empregados, em árabe.

    Em alguns momentos, Marock desenvolve alguns aspectos culturais unicamente vividos por pessoas que moram em Casablanca, um local dividido entre a religiosidade, o tradicionalismo e a colonização cultural vinda do ocidente. Entre carrões de marcas européias, bebidas importadas e músicas norte-americanas, os jovens do local têm de lidar com as diferenças religiosas - por mais que não façam real diferença, na prática, em suas vidas - e o tradicionalismo na sociedade marroquina.

    No entanto, todos esses aspectos são mal-explorados pela diretora. Marock poderia se diferenciar de tantas produções que focam a juventude por ter sido filmado no Marrocos. Mas, assim como seus personagens, que não ligam em perder suas identidades culturais num longo período de colonização ocidental, o filme não consegue desenvolver essa identidade marroquina que poderia explorar. Além disso, sua abordagem é desinteressante e rasa. Resultado: Marock não é nada diferente das outras produções do gênero.

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