MARY E MAX - UMA AMIZADE DIFERENTE

MARY E MAX - UMA AMIZADE DIFERENTE

(Mary and Max)

2009 , 92 MIN.

12 anos

Gênero: Animação

Estréia: 16/04/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Adam Elliot

    Equipe técnica

    Roteiro: Adam Elliot

    Produção: Bryce Menzies, Jonathan Page, Mark Gooder, Paul Hardart, Tom Hardart

    Trilha Sonora: Dale Cornelius

    Estúdio: Gaumont

    Distribuidora: PlayArte

    Elenco

    Barry Humphries, Eric Bana, Philip Seymour Hoffman, Toni Collette

  • Crítica

    06/04/2010 11h47

    Se você gosta de animação provavelmente já viu ou pelo menos ouviu falar em Adam Elliot. Em 2004, o roteirista, animador e diretor ganhou o Oscar de Melhor Curta de animação por Harvie Krumpet. Exibida no Anima Mundi do mesmo ano, a história do solitário e desajustado imigrante polonês foi agraciada com o prêmio de Melhor Filme escolhido pelo público brasileiro.

    Antes do Oscar, o australiano realizou a trilogia Uncle (1996), Cousin (1998) e Brother (1999) - respectivamente Tio, Primo e Irmão – enquanto estudava na Victorian College of the Arts em Melbourne.

    Não é necessário conhecer os curtas para se encantar com Mary e Max – Uma Amizade Diferente, o primeiro longa-metragem do diretor. Mas se você tiver curiosidade, assista e entenderá que, para chegar neste filme Elliot, percorreu um caminho de descoberta e investigação do humano através do que ele mesmo define como clayography, neologismo entre clay - como é chamado entre os animadores o material do qual os bonecos de massinha são feitos - e biografia.

    Mary (quando criança a voz é de Bethany Whitmore, na idade adulta, Toni Collette) é uma menina australiana de oito anos. Max (Philip Seymour Hoffman) é um judeu novaiorquino quarentão. Nenhum dos dois se encaixa muito bem no ambiente em que vivem, são solitários e o mundo lhes parece intrigante e incompreensível.

    O diretor opta por uma narrativa divida em blocos, na qual apresenta os personagens separados, une-os quando as cartas começam a ser trocadas e marca o tempo que passa. Narrativa simples, mas, no começo, tem ritmo irregular. Mas, através da sensibilidade de Adam Elliot em criar o mundo de Mary e Max, sempre separados e descobrindo o outro à distância, somos imersos em reflexões sobre o quanto o ordinário da vida pode ser incrível quando se dá atenção aos detalhes.

    Após assistir ao filme, fiquei ainda mais curiosa em saber que a trama é baseada em fatos reais. Imaginava se tratar de um romance, mas na verdade, o diretor usou sua própria experiência (com licenças poéticas e criativas) e de um amigo com o qual se correspondeu por muitos anos.

    A animação permite usar metáforas divertidas e exagerar traços de personalidades para expressar sentimentos sem palavras, com singularidade, além de misturar a personalidade de seus protagonistas nos minuciosos cenários. Mary e Max – Uma Amizade demonstra o quanto o acúmulo das experiências nas narrativas curtas podem desenvolver o olhar e os tempos para contar uma história de fôlego.

    Outra coisa legal de se ressaltar é a importância de uma animação para adultos chegar às salas comerciais de cinema.

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