MATCH POINT

MATCH POINT

(Match Point)

2005 , 93 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Woody Allen

    Equipe técnica

    Roteiro: Woody Allen

    Produção: Gareth Wiley, Letty Aronson, Lucy Darwin, Stephen Tenenbaum

    Fotografia: Remi Adefarasin

    Estúdio: BBC Films, British Broadcasting Corporation (BBC)

    Elenco

    Anthony O'Donnell, Brian Cox, Colin Salmon, Emily Gilchrist, Emily Mortimer, Ewen Bremner, Georgina Chapman, James Nesbitt, John Fortune, Jonathan Rhys-Meyers, Margaret Tyzack, Mary Hegarty, Matthew Goode, Miranda Raison, Patricia Whymark, Penelope Wilton, Geoffrey Streatfield, Rose Keegan, Rupert Penry-Jones, Scarlett Johansson, Scott Handy, Selina Cadell, Steve Pemberton, Toby Kebbell, Zoe Telford

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O cinema de Woody Allen é muito bem caracterizado. Afinal, ele já está fazendo filmes há quarenta anos. Dessa forma, o nome do diretor tornou-se quase um gênero cinematográfico. Diálogos ácidos e espertos, personagens histéricos e locações nova-iorquinas são características dos filmes de Allen. Ou melhor, eram. Pelo menos é isso que Ponto Final - Match Point significa na carreira do cineasta. Não apenas pela mudança do cenário da cidade norte-americana à capital inglesa, mas também por toda a construção da trama e dos personagens.

    Ponto Final - Match Point gira em torno da sorte. Mais precisamente do irlandês Chris Wilton (Jonathan Rhys Meyers), que se muda para Londres a fim de dar aulas de tênis após uma carreira como esportista profissional. Em um clube freqüentado por endinheirados, o protagonista conhece o playboy Tom Hewett (Matthew Goode), responsável pela inserção de Chris nesse mundo dos bem-sucedidos. Logo, ele engata um relacionamento com a irmã do melhor amigo, Chloe (Emily Mortimer), mas está de olho na sensual namorada americana de Tom, Nola (Scarlett Johansson). Com a ajuda dos ricos Hewetts, Chris arruma um bom emprego, estabilizando-se com conforto e todo o luxo que pode ter em Londres. Mas não consegue tirar a cabeça de Nola, bela que o leva a cometer algumas loucuras.

    O que começa como um drama nos moldes de Tentação graças à troca de casais e infidelidades acaba tomando rumos de um thriller. Na medida em que o protagonista se envolve tanto com Nora quanto com o sucesso - sempre sabendo que um pode anular o outro -, o espectador percebe que tudo na vida é baseado na sorte. E é essa a idéia que Allen quer passar em seu roteiro indicado ao Oscar.

    Auxiliado pela performance pertinentemente fria de Jonathan Rhys Meyers (Velvet Goldmine) e pelo carisma de Scarlett Johansson, Allen consegue reinventar seu cinema, mostrando uma nova via à sua trajetória cinematográfica. Muitas vezes lembrando alguns filmes de Alfred Hitchcock, Ponto Final - Match Point tem um roteiro fascinante, capaz de fazer sentido e se encaixar a cada reviravolta - especialmente no final, de ironia única, assim como a própria sorte do protagonista.

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