MATRIX REVOLUTIONS

MATRIX REVOLUTIONS

(The Matrix Revolutions)

2003 , 129 MIN.

12 anos

Gênero: Ficção Científica

Estréia: 05/11/2003

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Andy Wachowski, Lana Wachowski

    Equipe técnica

    Roteiro: Andy Wachowski, Lana Wachowski

    Produção: Grant Hill, Joel Silver

    Fotografia: Bill Pope

    Trilha Sonora: Don Davis

    Estúdio: NPV Entertainment, Silver Pictures, Village Roadshow Productions, Warner Bros

    Elenco

    Anthony Brandon Wong, Anthony Zerbe, Bernard White, Bruce Spence, Carrie-Anne Moss, Che Timmins, Christopher Kirby, Clayton Watson, Collin Chou, Cornel West, David Bowers, David Roberts, Dion Horstmans, Essie Davis, Francine Bell, Genevieve O'Reilly, Gina Torres, Harold Perrineau, Harry Lennix, Helmut Bakaitis, Henry Blasingame, Hugo Weaving, Ian Bliss, Jada Pinkett Smith, Joe Manning, Kate Beahan, Keanu Reeves, Kevin Michael Richardson, Kittrick Redmond, Lachy Hulme, Lambert Wilson, Laurence Fishburne, Mary Alice, Maurice Morgan, Monica Bellucci, Nathaniel Lees, Nona Gaye, Peter Lamb, Rachel Blackman, Rene Naufahu, Richard Sydenham, Robert Mammone, Robyn Nevin, Rupert Reid, Tanveer K. Atwal, Tharini Mudaliar, Zeke Castelli

  • Crítica

    05/11/2003 00h00

    Nem sempre o que começa bem termina da mesma forma. Matrix Revolutions, que estréia no dia 5, é prova disso. O último capítulo da série, que surpreendeu o mundo do cinema de ficção em 1999, chega às telas como um maratonista percorrendo os últimos metros antes da chegada: exaurido e capenga. O motivo: excesso de pretensão. A maior revelação de Matrix Revolutions não é se Neo é o escolhido ou não. A grande descoberta que se faz durante a projeção é que a história dos irmãos Wachowski não tinha fôlego para percorrer uma trajetória tão longa. Três filmes se configuraram um percurso extenso demais para um "atleta" que agora se revela limitado.

    A bem da verdade, Matrix Reloaded já era o prenúncio de que o vigor da trama estava se esvaindo. Mais barulhento e movimentado que seu antecessor, o segundo filme da série escondia atrás do espetáculo visual e da inserção de novos personagens a incapacidade de se levar a idéia original adiante. Nosso "atleta", a essa altura, já estava ruim das pernas, mas o "doping estético" camuflou sua incapacidade. Por ser um episódio intermediário, ainda contou com a vantagem de jogar o desfecho adiante, para um último episódio.

    Como era de se esperar, com Revolutions a fraude veio à tona. Na tela, o que se vê são apenas resquícios da trama original, num filme de ação fraco, cansativo e repetitivo. O que não foi explicado ateriormente, continuou sem explicação. Os diálogos, antes bem-sacados e recheados de referências filosóficas, agora são parvos, risíveis até. Tudo não passa de uma reedição burlesca do que já foi feito. Uma trama mal-costurada na qual personagens revelados no segundo episódio, como Merovingian e Perséfone, reaparecem sem motivo aparente. A batalha entre humanos e máquinas em Zion, supostamente o ponto alto do filme, se estende além da conta e não empolga. Ao final, temos o derradeiro embate entre Neo e o agente Smith. A essa altura, bocejar é quase inevitável.

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