MAUS HÁBITOS

MAUS HÁBITOS

(Malos hábitos)

2007 , 103 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 18/07/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Simón Bross

    Equipe técnica

    Roteiro: Ernesto Anaya, Simón Bross

    Produção: Alberto Bross, Avelino Rodriguez

    Fotografia: Eduardo Martínez Solares

    Trilha Sonora: Daniele Luppi

    Estúdio: Altavista Films

    Elenco

    Aurora Cano, Elena de Haro, Elisa Vicedo, Emilio Echevarría, Héctor Téllez, Marco Antonio Treviño, Milagros Vidal, Patricia Reyes Spíndola, Ximena Ayala

  • Crítica

    18/07/2008 00h00

    Não confunda: apesar de Pedro Almodóvar já ter dirigido em 1983 um filme exatamente com este nome, este Maus Hábitos é uma produção mexicana de 2007. E seu título original é de fato Malos Hábitos.

    Premiado nos festivais de Montreal, Los Angeles e Bogotá, Maus Hábitos é um estudo sobre duas obsessões: a religiosa e a estética. Matilde (Ximena Ayala) é uma jovem freira enclausurada num convento onde o jejum é prática corriqueira. Cheia de fé, ela sucumbe, porém, ao pecado da gula, comendo escondido de sua superiora e buscando comida até no lixo, se preciso for.

    Paralelamente, Elena (Elena de Haro) é uma mulher anoréxica que não consegue resistir à sua obsessão por magreza, fazendo regime escondida do marido, colocando assim em risco o seu próprio casamento. Para pirar sua situação, ela tem uma filha, Linda (Elisa Vicedo), que não consegue emagrecer. Estas duas formas de sofrimento compulsivo, ambas tendo a comida como ponto em comum, vão se entrelaçar numa história intrigante dirigida com estilo pelo estreante Simon Bross.

    Embora seja um drama, Maus Hábitos tem clima e fotografia de suspense. Trabalha com pouca luz e cores saturadas, que contribuem para dar à história uma certa aura de misticismo. Sua atmosfera tensa e ritmo contemplativo deixam o espectador numa eterna expectativa de mau agouro, que algo terrível está para acontecer a qualquer instante. Conseqüentemente, a trama envolve e abre subtextos para variadas leituras.

    Traições, dor e a tradicional moral católica da culpa e do pecado - tema tão recorrente na cinematografia latina em geral e na mexicana em particular - ajudam a formar o painel de sentimentos contraditórios deste interessante Maus Hábitos. Vale experimentar.

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