MEDOS PRIVADOS EM LUGARES PÚBLICOS

MEDOS PRIVADOS EM LUGARES PÚBLICOS

(Coeurs)

2006 , 120 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 06/07/2007

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Alain Resnais

    Equipe técnica

    Roteiro: Jean-Michel Ribes

    Produção: Bruno Pésery

    Fotografia: Éric Gautier

    Trilha Sonora: Mark Snow

    Estúdio: Banque Populaire Images 6, BIM, Canal+, Centre National de la Cinématographie (CNC), Eurimages, France 2 Cinéma, Région Ile-de-France, Société Française de Production (SFP), Soudaine Compagnie, StudioCanal, TPS Star

    Elenco

    André Dussollier, Anne Kessler, Claude Rich, Florence Muller, Françoise Gillard, Isabelle Carré, Lambert Wilson, Laura Morante, Michel Vuillermoz, Pierre Arditi, Roger Mollien, Sabine Azéma

  • Crítica

    06/07/2007 00h00

    Para muitos, Paris é uma cidade que transpira romance. Existe toda uma atmosfera na cidade que induz ao amor, pelo menos para os turistas que visitam a capital francesa. Essa premissa, no entanto, passa longe das vidas dos protagonistas de Medos Privados em Lugares Públicos, longa-metragem dirigido por Alain Resnais (Amores Parisienses).

    Baseado em peça teatral de Alan Ayckbourn, o filme acompanha seis personagens que vivem solitariamente em Paris. Mas é uma solidão mais conceitual, digamos. Sabe quando você se sente sozinho, mesmo estando numa multidão? É mais ou menos assim que os personagens do longa se sentem. Thierry (André Dussollier) é irmão de Gaëlle (Isabelle Carré); corretor de imóveis, trabalha com Charlotte (Sabine Azéma) e tenta alugar um apartamento para Nicole (Laura Morante) e seu noivo, Dan (Lambert Wilson), que, ao invés de procurar um emprego, prefere perder suas horas no bar onde Lionel (Pierre Arditi) trabalha. Ele, por sua vez, cuida do pai diabolicamente rabugento que vive acamado; à noite, quem toma conta dele é Charlotte. Está fechado o ciclo de relacionamentos que forma o roteiro de Medos Privados em Lugares Públicos.

    O nome do filme sintetiza exatamente o que os personagens vivem na produção: cheios de medos pessoais, especialmente relacionados à solidão e à procura daquele sentimento de conforto que vem com o amor, eles tentam se relacionar socialmente, sem ter muito sucesso. Em meio a vidas duplas, comportamentos hipócritas e a preocupação com o que o público - no caso, as outras pessoas, não o espectador - pensa de seus medos privados, eles circulam por Paris em busca de algo que nem eles sabem ao certo. Em meio a encontros e desencontros, os personagens se relacionam de forma a escapar de si mesmos.

    Medos Privados em Lugares Públicos é um filme triste. Apesar de ser conduzido de uma forma que lembra um conto de fadas, especialmente pelo modo como as histórias são entrelaçadas e a trilha sonora lúdica, além de ter toques cômicos, a solidão dos personagens é tocante e envolve o espectador. Afinal, quem nunca se sentiu sozinho numa cidade tão cheia de estímulos e pessoas interessantes como Paris? Lá ou em qualquer outro lugar, é possível se sentir tão melancólico e só como os protagonistas do longa e esse é o fator que mais emociona em Medos Privados em Lugares Públicos.

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