MELINDA E MELINDA

MELINDA E MELINDA

(Melinda And Melinda)

2004 , 99 MIN.

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Woody Allen

    Equipe técnica

    Roteiro: Woody Allen

    Produção: Letty Aronson

    Fotografia: Vilmos Zsigmond

    Estúdio: Gravier Productions, Twentieth Century Fox Film Corporation

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Alyssa Pridham, Andy Borowitz, Brooke Smith, Chiwetel Ejiofor, Chloë Sevigny, Christina Kirk, Daniel Sunjata, David Aaron Baker, Geoffrey Nauffts, Honggang Li, Josh Brolin, Katie Kreisler, Larry Pine, Matt Servitto, Michael J. Farina, Michelle Durning, Neil Pepe, Quincy Rose, Radha Mitchell, Richard Holmes, Rob Buntzen, Shalom Harlow, Stephanie Roth Haberle, Steve Carell, Vanessa Shaw, Vinessa Shaw, Weigang LiNick Tzavaras, Will Ferrell, Yi-wen Jiang, Zak Orth

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Sempre discordei de quem diz que "já não se fazem mais filmes como antigamente". Adoro os bons filmes antigos, da mesma forma que tenho o maior prazer - tanto pessoal como profissional - de ser contemporâneo de cineastas do calibre de um Woody Allen, por exemplo. Esperar pelo "novo Woody Allen" é sempre gratificante, mesmo que não seja uma grande obra dele. Caso de Melinda e Melinda, que está longe de ser a melhor coisa que o famoso cineasta nova-iorquino já fez... E, mesmo assim, é muito agradável de ser visto. Ou seja, um Woody Allen, mesmo fraco, continua sendo uma boa opção.

    Tudo começa numa noite de chuva torrencial. Numa mesa de restaurante, um grupo de intelectuais discute sobre o que seria mais "nobre", a tragédia ou a comédia. Alguém propõe um jogo: imaginando a situação fictícia de uma mulher que aparece de surpresa num jantar de amigos, sem ser convidada, valeria mais a pena desenvolver uma história trágica ou cômica? A partir daí, o filme trabalha com duas histórias diferentes para uma mesma personagem, uma bela e perturbada Melinda (a australiana Radha Mitchell, de Em Busca da Terra do Nunca) que invade a vida de dois casais, provocando crises e acendendo paixões.

    Trata-se, nitidamente, de um filme 100% auto-referencial de Woody Allen, que sempre pautou sua obra na dualidade tragicômica do indivíduo e das relações sociais. Dependendo do ponto de vista, um mesmo fato assume contornos cômicos os trágicos. Ou, trocando em miúdos, o drama de hoje é a chanchada de amanhã. Nada muito profundo. Mas um punhado de diálogos divertidos (quase todos saídos da boca de Will Ferrell, o alter ego de Allen neste filme) e o sempre aconchegante desenho de produção de Santo Loquasto - eterno colaborador do cineasta - são suficientes para garantir um programa, no mínimo, agradável. Aos 69 anos, o diretor parece não querer discutir nada muito sério neste que é o seu 35º longa-metragem. Para quem também não quiser assistir a nada muito sério, é um prato cheio.

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