Mesmo Se Nada Der Certo

MESMO SE NADA DER CERTO

(Begin Again)

2014 , 104 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 18/09/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • John Carney

    Equipe técnica

    Roteiro: John Carney

    Produção: Anthony Bregman, Judd Apatow

    Fotografia: Yaron Orbach

    Trilha Sonora: Gregg Alexander

    Estúdio: Apatow Productions, Likely Story

    Montador: Andrew Marcus

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Adam Levine, Andrew Sellon, Catherine Keener, Ed Renninger, Eric Burton, Hailee Steinfeld, Ian Brodsky, Jen Jacob, Jennifer Li Jackson, Karen Pittman, Keira Knightley, Marco Assante, Mark Ruffalo, Mary Catherine Garrison, Mos Def, Paul Romero, Rob Morrow

  • Crítica

    14/09/2014 22h48

    Não estranhe se você sair do cinema acreditando na vida e no amor após assistir Mesmo Se Nada Der Certo, drama musical escrito e dirigido por John Carney, mesmo responsável pelo sucesso indie deprê Apenas Uma Vez. É ainda mais curioso sentir esse misto de otimismo e animação após um filme que trata justamente do lado mais difícil dos relacionamentos: o término.

    Talvez isso seja possível porque o longa tenha a estrutura de uma boa relação. O ínicio é como um primeiro encontro, no qual podemos acompanhar cada um desses personagens sob diferentes perspectivas. Logo na primeira cena, Steve (James Corden) toca em um bar qualquer de Nova York e convida a amiga Gretta (Keira Knightley) para que ela cante uma de suas músicas.

    As roupas estranhas, o sorriso tímido de quem prefere o backstage e os acordes depressivos são ignorados por todos, menos por Dan (Mark Ruffalo), um decadente produtor musical. A mesma cena é repetida duas, três vezes, mostrando a sequência sob novos pontos de vista e revelando o motivo dos três se encontrarem no mesmo bar naquela noite aleatória.

    Se em Apenas uma Vez, John Carney flertou com uma linguagem documental e crua, aqui se permitiu mais: aproximou-se das dramédias hollywoodianas, misturou coadjuvantes pop (como o vocalista do Maroon 5, Adam Levine e o ex-Gnarls Barkley Cee Lo Green) e criou um roteiro inteligente e que não tem medo de ser cafona.

    O bacana é que apesar de se desenhar como uma típica comédia romântica, Mesmo Se Nada Der Certo sai dos assuntos padronizados pelo gênero. O ecossistema da indústria musical e uma crítica ágil e inspirada à pasteurização da produção musical aparecem aqui e ali com sutileza, algo que ajuda a criar uma conexão entre os personagens e o espectador.

    Essa relação se torna ainda mais íntima com a ajuda de uma trilha sonora inspirada, composta basicamente de canções do artista independente Gregg Alexander, que contou com a colaboração do próprio diretor em algumas das faixas. As canções funcionam quase como uma extensão dos diálogos, mostrando muito do que os personagens parecem ter dificuldades para dizer. Keira Knightley, que gravou com sua própria voz todas as canções, e Mark Ruffalo, vivendo mais uma vez o loser em uma jornada de redescoberta, formam uma dupla carismática, algo que as espontâneas sequências musicais só evidenciam.

    É bem verdade que talvez o filme faça uso de seu jeitão cool em exagero e pareça romântico e colorido demais, mas acho que algumas vezes a gente precisa sair do cinema, tomar aquele último gole de Coca-Cola e acreditar que a vida, por mais imprevisível que seja, nos dá novos caminhos a todo o tempo. Cafona, mas qual o problema de se permitir ser cafona vez ou outra?

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