MESTRE DOS MARES - O LADO MAIS DISTANTE DO MUNDO

MESTRE DOS MARES - O LADO MAIS DISTANTE DO MUNDO

(Master and Commander: The Far Side of the World)

2003 , 138 MIN.

Gênero: Épico

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Peter Weir

    Equipe técnica

    Roteiro: John Collee, Peter Weir

    Produção: Duncan Henderson, John Bard Manulis, Peter Weir, Samuel Goldwyn Jr.

    Fotografia: Russell Boyd

    Trilha Sonora: Brian Tyler, Christopher Gordon, Iva Davies, Klaus Badelt, Richard Tognetti

    Estúdio: Miramax Films, Universal Pictures

    Elenco

    Chris Larkin, Jack Randall, James D'Arcy, Paul Bettany, Russell Crowe

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O romancista inglês Patrick O'Brian é considerado nos meios literários como um especialista em romances históricos sobre aventuras marítimas. Dedicou toda uma vida a pesquisar o assunto e produziu uma série de 20 volumes de histórias náuticas protagonizadas pelo capitão da Marinha inglesa Jack Aubrey e o médico e naturalista Stephen Maturin. Agora, seus personagens ganham as telas no filme Mestre dos Mares - O Lado Mais Distante do Mundo, superprodução com estréia prevista para sexta-feira 30.

    Com um roteiro que combina os enredos de dois dos 20 livros escritos pelo romancista, Mestre dos Mares mostra o capitão Aubrey (Russell Crowe, eficiente como sempre) no comando no galeão HMS Surprise, cuja missão é interceptar a fragata francesa Acheron na costa brasileira. O ano é 1805 e a Inglaterra resiste bravamente às investidas expansionistas de Napoleão Bonaparte. Traídos por um forte nevoeiro, Aubrey e sua tripulação são surpreendidos pela embarcação inimiga - muito mais veloz e bem-armada - e por pouco não sucumbem ao seu poder de fogo. Com o navio seriamente avariado e parte da tripulação ferida, o voluntarioso militar resolve se embrenhar numa missão arriscada, partindo atrás dos franceses com a intenção de capturá-los. Para isso, cruza o Atlântico, enfrenta as intempéries do traiçoeiro Cabo Horn e singra o Pacífico até a altura da Ilhas Galápagos.

    Durante a jornada repleta de adversidades vamos conhecendo, com riqueza de detalhes, o dia-a-dia da tripulação de um navio de guerra do século 19. Esquadrinhamos cada recanto da nau, dos aposentos dos oficiais aos alojamentos dos marujos, tudo reconstituído com extrema precisão e minúcia de detalhes - o que era de se esperar de uma produção que consumiu US$ 150 milhões. Mas o filme não se limita apenas ao espetáculo visual. O diretor Peter Weir (de O Show de Truman - O Show da Vida) vai além e expõe a complexidade nas relações entre os personagens, ponto forte nos livros de O'Brian. Temos os conflitos entre tripulantes, as relações tensas entre oficiais e subalternos, os dilemas do capitão Aubrey e sua amizade, às vezes conturbada, com o amigo dr. Maturin (Paul Bettany).

    Em resumo, trata-se de um bom filme, uma espécie de "sessão da tarde" com orçamento generoso que deve agradar aos apaixonados por aventuras náuticas e os nem tanto assim. Com história bem contada, direção de arte de encher os olhos e cenas de batalhas de um impressionante realismo, Mestre dos Mares pode ser considerado um dos bons filmes do gênero. Talvez alguns espectadores, mais acostumados às tramas ágeis e de cortes rápidos, achem o filme arrastado. Na verdade, a produção é conduzida com paciência e cautela, tudo a seu tempo, tal qual os navegadores da época guiavam seus navios e vidas.

    Em tempo: o filme recebeu 10 indicações ao Oscar 2004: Melhor Filme, Direção de Arte, Fotografia, Figurino, Direção, Montagem, Maquiagem, Som, Efeitos Sonoros e Efeitos Visuais.


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