MIA MADRE

MIA MADRE

(Mia Madre)

2015 , 106 MIN.

10 anos

Gênero: Drama

Estréia: 17/12/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Nanni Moretti

    Equipe técnica

    Roteiro: Chiara Valerio, Francesco Piccolo, Gaia Manzini, Nanni Moretti, Valia Santella

    Produção: Domenico Procacci, Stefano Abbati

    Fotografia: Arnaldo Catinari

    Trilha Sonora: Paolo Amici

    Estúdio: Fandango, Le Pacte, Sacher Film

    Montador: Clelio Benevento

    Distribuidora: Califórnia Filmes

    Elenco

    Andrea Giannetta, Anna Bellato, Antonio Zavatteri, Beatrice Mancini, Camilla Semino Favro, Davide Iacopini, Domenico Diele, Enrico Ianniello, Francesco Brandi, Gianluca Gobbi, Giulia Lazzarini, John Turturro, Lorenzo Gioielli, Margherita Buy, Michael Masini, Monica Samassa, Nanni Moretti, Pietro Ragusa, Renato Scarpa, Rossana Mortara, Stefano Abbati, Stefano Patti, Tatiana Lepore, Toni Laudadio, Vanessa Scalera

  • Crítica

    15/12/2015 16h33

    Uma experiência pessoal fez o diretor Nanni Moretti (O Crocodilo) se inspirar para escrever o roteiro de Mia Madre. Sua mãe estava internada com uma doença grave enquanto ele finalizava o longa Habemus Papam (2010). Apesar do ponto de partida da trama estar fincado na realidade, o longa se permite voos oníricos e cenas criativas.

    O enredo gira em torno dos diversos conflitos experimentados pela cineasta Margherita (Margherita Buy, de Estranhos Normais) – um alter ego feminino do diretor. No plano profissional, ela está em meio à produção de um longa-metragem.

    Além das pesadas demandas do trabalho, ela tem um desafio a mais na figura de Barry Huggins (John Turturro, de Êxodo: Deuses E Reis). O ator deixou Hollywwod para ir à Itália especialmente para participar do filme de Margherita, mas seus ataques de estrelismo são corriqueiros. Lidar com o astro é ainda mais complicado por causa dos solavancos pessoas aos quais está submetida.

    No campo amoroso, a protagonista recentemente terminou um relacionamento motivada por inseguranças. Ela é divorciada e tem uma filha adolescente, que é o menos dos seus problemas.

    Ainda no âmbito familiar, a mãe de Margherita está lutando contra o câncer. Ada (Giulia Lazzarini) sempre foi uma mulher independente, professora de idiomas com alunos que a admiram. Por isso, estar nessa posição de vulnerabilidade a incomoda, o que cria obstáculos para os filhos. Nessa contenda, Margherita tem a ajuda do irmão Giovanni, vivido pelo próprio Nanni Moretti. Ele oferece todo o apoio e chegou a tirar férias do trabalho para cuidar da mãe.

    Com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, a personagem principal acusa a pressão. Em seus sonhos, imagina a morte da mãe de algumas maneiras.

    É na inclusão do onírico que Mia Madre brilha. Em alguns momentos, o espectador é enganado pelo filme e acredita que o sonho é real. Em outros momentos, pensamos adentrar o mundo da fantasia, mas trata-se de um acontecimento esdrúxulo na vida da cineasta.

    A concatenação de sonho e verdade envolve e nos faz acompanhar mais de perto o martírio de Marguerita, exatamente por não termos em um primeiro momento total certeza de que os eventos na tela sejam sonhos ou não. Assim, o envolvimento com um tema tão universal quanto o amor materno rende uma experiência íntima em cada um dos espectadores.

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