Pôster de Midsommar

MIDSOMMAR - O MAL NÃO ESPERA A NOITE

(Midsommar)

2019 , 140 MIN.

18 anos

Gênero: Terror

Estréia: 19/09/2019

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  • Onde assistir

    Programação

  • Ficha técnica

    Direção

    • Ari Aster

    Equipe técnica

    Roteiro: Ari Aster

    Produção: Beau Ferris, Lars Knudsen, Patrik Andersson

    Fotografia: Pawel Pogorzelski

    Trilha Sonora: The Haxan Cloak

    Estúdio: B-Reel Films, Parts and Labor

    Montador: Lucian Johnston

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Anki Larsson, Anna Åström, Archie Madekwe, Austin R. Grant, Bjorn Andresen, Ellora Torchia, Florence Pugh, Gunnel Fred, Henrik Norlén, Isabelle Grill, Jack Reynor, Johan Matton, Julia Ragnarsson, Levente Puczkó-Smith, Liv Mjönes, Louise Peterhoff, Mats Blomgren, Vilhelm Blomgren, Will Poulter, William Jackson Harper

  • Crítica

    23/09/2019 13h08

    Por Thamires Viana

    Poético e perturbador: é assim que podemos descrever Midsommar - O Mal Não Espera A Noite, novo longa de Ari Aster, diretor que se tornou conhecido do grande público com o terror Hereditário lançado em 2018. Embora siga os mesmos passos de seu antecessor, Midsommar é ainda mais profundo e ganancioso, mostrando mais uma vez que Aster sabe bem como perturbar sem soar clichê. 

    Logo na introdução, o longa escancara uma grande tragédia na vida da estudante de psicologia Dani, personagem vivida por Florence PughTerry, sua irmã que sofre de transtorno bipolar, mata os pais e se mata em seguida, causando na jovem um trauma irreparável. E é em Christian (Jack Reynor), seu namorado, que ela busca consolo para lidar com a perda. Enquanto a câmera subjetiva acompanha a cena do crime, ouvimos os gritos de desespero de Dani, e a forma como Aster introduz a morte logo nos primeiros minutos leva o público a uma imersão sobre os verdadeiros pavores a serem tratados.

    Meses depois, Christian se prepara para uma viagem à Suécia para finalizar sua tese em antropologia na companhia dos amigos Josh (William Jackson Harper), Mark (Will Poulter) e Pelle (Vilhelm Blomgren), mas o luto de Dani faz o rapaz convidá-la para viajar com eles. O grupo planeja conhecer um festival de verão realizado pela família de Pelle, mas o que eles encontram no local é uma série de assassinatos e rituais macabros. 

    Mais uma vez tratando da cultura religiosa, Aster consegue se reinventar no gênero. Se em Hereditário as cenas macabras eram anunciadas com o cair da noite, aqui ele insere seus momentos apavorantes à luz do dia, enquanto os figurinos brancos e os arranjos de flores usados no festival dão o ar poético à trama, já que destoam completamente de todo o horror que se passa no local. É na distância de qualquer outro filme do gênero que o diretor se agarra para levar o público - e seus personagens - ao verdadeiro encontro com o desconhecido. 

    O acerto mais interessante de Midsommar é conseguir transitar entre o psicológico e o místico no culto realizado pelos pagãos suécos, ao mesmo tempo em que aprofunda a realidade do relacionamento falido de Dani e Christian e a amizade estremecida entre os rapazes que não toleram o namoro dos dois. Entre chás alucinógenos e danças típicas, a trama deixa escapar pequenas DR's do casal e discussões entre Christian e Josh sobre a tese de pós-graduação, revelando os diferentes motivos que levaram cada um deles a se entregar às práticas do culto. 

    Ao contrário do que fez em Hereditário, Aster - que também assina o roteiro deste - evita se entregar demais à lentidão e aprofunda seus personagens em paralelo aos acontecimentos do longa, o que deixa o desenrolar mais acelerado e imersivo para que o espectador não consiga tirar os olhos da tela. Além disso, a mescla de uma paisagem incrivelmente bela com a brutalidade de corpos mutilados e suicídios sem cortes nos leva a uma experiência completamente inquietante.

    Midsommar - O Mal Não Espera A Noite é um filme complexo que apresenta o lado mais sombrio das relações humanas e que dá ao novo terror ainda mais fôlego para seguir amedrontando enquanto dispensa o tradicional. Assim como os diretores Jordan Peele (Corra! e Nós) e John Krasinski (Um Lugar Silencioso), Aster reafirma seu talento para o gênero e mostra que menos é mais quando se trata de levar o horror às telas. 

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