MINHAS ADORÁVEIS EX-NAMORADAS

MINHAS ADORÁVEIS EX-NAMORADAS

(The Ghosts of Girlfriends Past)

2009 , 110 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia Romântica

Estréia: 12/06/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Mark Waters

    Equipe técnica

    Roteiro: Jon Lucas, Scott Moore

    Produção: Brad Epstein, Jonathan Shestack

    Fotografia: Daryn Okada

    Trilha Sonora: Rolfe Kent

    Estúdio: New Line Cinema

    Elenco

    Emma Stone, Jennifer Garner, Lacey Chabert, Matthew McConaughey, Michael Douglas, Noureen DeWulf

  • Crítica

    10/06/2009 09h33

    Mark Waters vem construindo uma carreira das mais interessantes no cinema comercial americano, ao menos desde Sexta-feira Muito Louca, de 2003, primeiro filme em parceria com Lindsey Lohan (o segundo e último foi Meninas Malvadas, de 2004). Em 2005, lançou seu melhor filme até agora, E Se Fosse Verdade, e em 2008 a delíciosa fábula As Crônicas de Spiderwick. Seu talento já foi confirmado e seu nome segue firme como um dos que devem ser seguidos.

    Eis que chegamos ao triste ano de 2009, ano em que o cinema comercial tem se mostrado demasiado frágil, boas ideias parecem ter fugido da América e Mark Waters desce quase ao nível de Cinco Evas e um Adão, comédia romântica frouxa que dirigiu em 2001. Em Minhas Adoráveis Ex-Namoradas, peca por um dos fatores mais importantes na confecção de uma comédia romântica, justamente o subgênero que tão bem domina: a escolha do elenco.

    Nada de errado com Jennifer Garner (Elektra) ou Matthew McConaughhey (Um Amor de Tesouro), a princípio, mas não são atores que se saiam bem em qualquer tipo de papel ou qualquer mudança na construção de seus personagens. Jennifer não sofre tanto disso, a não ser na reação à mudança do personagem de McConaughey. Esta, por ser mais radical, precisava de um ator mais versátil para realizá-la.

    Vamos, então, resumir ao máximo a história para chegar mais perto do ponto chave do filme: Connor Mead (McConaughey) é um mulherengo que, na véspera do casamento de seu irmão, recebe a visita de seu tio falecido (Michael Douglas), reconhecido mulherengo-mor da família, ídolo de Mead. Este anuncia a visita de três fantasmas e aí fica clara a referência à obra de Charles Dickens, Canção de Natal. Só que Connor Mead não é Ebenezer Scrooge, o sovina de Dickens, e a mudança que o personagem sofre, virando casadoiro, arrependido dos anos de farra, deixando de lado a incapacidade monogâmica, encontra em McConaughey um espelho que não reflete o que deveria. Vemos um cordeirinho nos momentos finais do filme, mas o ator parece incapaz de atuar como tal, parecendo o tempo todo que está enganando a todos e, nesse processo, ao espectador também, e a si mesmo - personagem e artista.

    Como o único sinal de cinismo do filme de Waters é a tentativa final do tio de conquistar um dos fantasmas, mostrando que seu discurso para converter o sobrinho era meio de fachada, temos a impressão de que tudo gira em falso em Minhas Adoráveis Ex-namoradas. O que não impede que Waters consiga imprimir sua direção classuda em momentos belos, como a visita do terceiro fantasma. Mas é pouco para quem nos brindou com E Se Fosse Verdade e As Crônicas de Spiderwick, dois dos mais belos contos do cinemão recente.

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