MISTÉRIO DA RUA 7

MISTÉRIO DA RUA 7

(Vanishing on 7th Street)

2010 , 91 MIN.

10 anos

Gênero: Terror

Estréia: 11/03/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Brad Anderson

    Equipe técnica

    Roteiro: Anthony Jaswinski

    Produção: Celine Rattray, Norton Herrick, Tove Christensen

    Fotografia: Uta Briesewitz

    Trilha Sonora: Lucas Vidal

    Estúdio: Circle of Confusion, Forest Park Pictures, Herrick Entertainment, Mandalay Vision, Plum Pictures

    Distribuidora: PlayArte

    Elenco

    Arthur Cartwright, Carolyn Taylor, Erin Nicole, Hayden Christensen, Hugh Maguire, Jacob Latimore, John Leguizamo, Jordan Trovillion, Larry Fessenden, Neal Huff, Nicholas Yu, Stephen Clark, Taylor Groothuis, Thandie Newton

  • Crítica

    10/03/2011 18h45

    O diretor Brad Anderson já dirigiu, no mínimo, três longas bem acima da média que foram exibidos no circuito comercial brasileiro: Próxima Parada Wonderland, Feliz Coincidência, e a sensacional produção espanhola O Operário, drama que teria dado, já em 2004, um Oscar a Christian Bale, isso se o Oscar fosse um prêmio minimamente sério. Porém, como estes três filmes foram exibidos em circuitos menores, pouca gente os viu.

    Agora, Anderson retorna aos cinemas brasileiros em um circuito um pouco maior com o terror Mistério da Rua 7. Uma pena: desta vez, o filme não é dos melhores.

    Ironicamente, tudo começa dentro de um cinema multiplex, onde o projecionista Paul (John Leguizamo) controla, sozinho, os projetores de todas as salas. De repente, um apagão. E, estranho, nenhuma vaia, nenhum alarido, nenhuma reclamação. De lanterna em punho, Paul vai ver o que está acontecendo. Supresa: apertem os cintos, o público sumiu. Todos desapareceram como que por encanto, deixando espalhadas pelo lugar apenas as suas roupas.

    Não muito longe dali, Rosemary (Tandie Newton) acende seu cigarro diante de um hospital. E, aterrorizada, também percebe que todos desapareceram de repente. Ou quase todos: preso a uma mesa de operações, um homem berra de dor ao acordar da anestesia e perceber que todos os médicos sumiram, e o deixaram com o peito escancarado. Enquanto isso, a ator Luke (nome no mínimo irônico para o personagem vivido ator Hayden Christensen, que protagonizou os episódios 2 e 3 de Star Wars) percebe somente no dia seguinte (ah, esses atores distraídos…) que, praticamente, o mundo acabou. Agora, estes poucos sobreviventes terão de descobrir o que afinal está acontecendo, por que eles sobreviveram, e o que eles devem fazaer para continuar vivos.

    A direção de Anderson continua boa. Mas, no caso de Mistério da rua 7, faltou história, roteiro. Não há exatamente uma trama a ser desenvolvida e o filme abusa demais do direito de deixar pontas soltas e interpretações livres para o público pensar. O recurso pode funcionar muito bem em produções de intenções mais artísticas ou humanísticas, mas soa frustrante neste tipo de cinema/entretenimento. Há quem defenda a ideia que o filme é cheio de mensagens cifradas. Sinceramente, não as encontrei. Aceito sugestões.

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