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MOANA

(Moana, 2016)

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03/01/2017 16h55
por Iara Vasconcelos

O mundo não é mais o mesmo e, na medida em que a sociedade se transforma, o entretenimento tem a missão de manter-se atualizado. Nos últimos anos, a Disney assumiu esse desafio e vem tentando desconstruir a imagem de suas princesas e adequá-las à realidade atual.

A nova empreitada do estúdio é Moana, animação baseada na cultura Maori, povo nativo da nova Zelândia, e demais tribos do pacífico. De cara, percebemos que Moana não é a sua típica princesa. O visual despojado, os cabelos soltos ao vento e a ausência de vestidos luxuosos mostra que ela está ali para ser muito mais do que um ícone de beleza.

Mesmo com toda a força e coragem mostrada pela personagem, o filme nunca nos deixa esquecer que Moana é uma jovem de 16 anos que ainda tem muito o que aprender e errar.

Claro que alguns elementos dos filmes de princesa continuam ali, Moana tem uma ligação forte com sua família, em especial com a avó, que a incentiva a seguir seu coração e navegar mar a fora mesmo contra a vontade de seu pai, o chefe da tribo.

Tudo começa muito antes do nascimento dela, quando o coração da deusa Te Fiti, representado por uma pedra sagrada, é roubado pelo semideus Maui  (Dwayne Johnson). Como a deusa foi responsável por criar toda a vida na ilha, o local acaba sendo amaldiçoado.

Anos depois, Moana (Auliʻi Cravalho) descobre a verdade sobre seus ancestrais e sobre a maldição e resolve procurar Maui para que ele a ajude a reverter a situação e salvar a sua tribo. Entretanto, o semideus não dará o braço a torcer tão rápido.

O visual hiper-realista das paisagens nos permite ver o quanto a animação evoluiu nos últimos anos. Além disso, o balanço das ondas do mar, os cabelos, ora secos, ora molhados, da nova princesa e as tatuagens de Maui, que se movem de acordo com o estado de espírito do personagem, servem como exemplo do trabalho minucioso dos animadores.

Além do belo visual, o filme também conquista pela sua trilha sonora. Após o sucesso estrondoso de "Let it go", de Frozen, o estúdio quer repetir a dose com uma trilha composta pelo premiado Lin-Manuel Miranda, do musical Hamilton, e Mark Mancina, que já fez canções para filmes como Tarzan e Irmão Urso.

Moana possui tudo o que um longa da Disney deve ter: Humor, empatia, personagens bem construídos e uma mensagem transformadora. De quebra, a nova princesa traz diversidade estética e apresenta uma nova cultura, pouco conhecida fora da Oceania. Pelo jeito, a Disney fez a lição de casa.

 

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Iara Vasconcelos

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