Mogli - O Menino Lobo

MOGLI - O MENINO LOBO

(The Jungle Book)

2016 , 111 MIN.

Gênero: Aventura

Estréia: 14/04/2016

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jon Favreau

    Equipe técnica

    Roteiro: Justin Marks

    Produção: Brigham Taylor

    Fotografia: Bill Pope

    Trilha Sonora: John Debney

    Estúdio: Walt Disney

    Montador: Mark Livolsi

    Distribuidora: Disney

    Elenco

    Allan Trautman, Andy Serkis, Ben Kingsley, Bill Murray, Brandon Henschel, Christopher Walken, Emjay Anthony, Giancarlo Esposito, Idris Elba, Lupita Nyong'o, Neel Sethi, Sara Arrington, Scarlett Johansson

  • Crítica

    13/04/2016 19h01

    Por Daniel Reininger

    O novo Mogli - O Menino Lobo é uma aventura imersiva capaz de encantar crianças e adultos. A obra até pode lembrar adaptações anteriores, mas merece ser vista como algo único, graças à forma humana e emocionante como essa grande história foi recontada. Assistir ao longa em 3D é uma das melhores maneiras de se deixar levar por esse universo fantástico, onde animais falantes interagem com um menino humano que mora na selva e explora seus perigos e maravilhas como somente uma criança poderia fazer.

    O mais incrível é o fato de seu belo mundo selvagem apresentado aqui ser praticamente todo criado em CGI, com cenas gravadas dentro de um estúdio de Los Angeles. Mesmo assim, a obra é realista, a selva é linda e o filme é capaz de dar vida nova a essa grande fábula do escritor Rudyard Kipling.

    A grande sacada da Disney para fazer essa história funcionar em sua versão com atores, foi colocar Jon Favreu à frente da produção. O diretor de Homem De Ferro sabe como contar uma boa história e utilizar os efeitos a seu favor, sem carregar no visual, mas proporcionando uma atmosfera realista e, ao mesmo tempo, lúdica, sem deixar a tecnologia interferir na narrativa.

    É claro que o filme não tem a leveza e o clima brincalhão da animação clássica de 1967, mas a comparação nem é muito justa, afinal, os filmes tem apenas o tema e o nome em comum, a atmosfera, as situações e até os personagens tem vida própria na tela, sem tentar emular elementos de obras anteriores, o que é algo muito bom.

    O filme não funcionaria sem sua estrela, e único personagem que não foi criado em CGI, Mogli, interpretado por Neel Sethi. O garoto de Nova York tinha apenas 10 anos quando o longa estava em produção, mas, mesmo assim, ele está perfeito no papel. A forma como enfrenta desafios, se diverte na selva e se relaciona com os animais é algo muito especial de se ver, principalmente se lembrarmos que muitas vezes ele estava sozinho contra um fundo verde no set.

    A história mostra o crescimento de Mogli e Sethi acompanha bem essa evolução. O filme traz de forma sutil alguns elementos do desenho animado da Disney de 1967, mas muda alguns momentos importantes da trama a fim de causar impacto e alterar a jornada de Mogli o suficiente para ser capaz de nos proporcionar algo novo.

    E é claro que o longa não seria o mesmo se os animais não fossem incríveis, como Baloo (Bill Murray), Raksha (Lupita Nyong'o), Bagheera (Ben Kingsley), Rei Loiue (Christopher Walken) e o temido vilão Shere Khan (voz de Idris Elba no original). O roteiro aprofunda todos os personagens, os quais se tornam seres reais em que podemos acreditar e temos vontade de conhecer. A dublagem original também é ótima e aconselho escolher a versão legendada na hora de ir ao cinema.

    Embora o filme tenha alguns momentos sombrios e até assustadores para crianças pequenas, a jornada de Mogli é basicamente cheia de aventura e momentos para se maravilhar. Favreau fez bem ao voltar ao material original de Rudyard Kipling sem deixar de lado a animação de 1967.

    Seu grande mérito foi conseguir adaptar a obra e atualizar o material para o público de hoje, sem perder a essência da história. As crianças menores podem não entender todas as motivações dos personagens, mas elas estão lá e o fato do longa não subestimar os espectadores é motivo de elogios.

    Com muitas lições passadas de forma natural durante a narrativa, como a importância do respeito à natureza e as outras pessoas, o longa não se aproveita de seu tema fantasioso para garantir risadas fáceis. Ao invés disso, prefere colocar a perspectiva de cada pessoa no mundo e o impacto de nossas decisões sobre os outros. Com isso, é capaz de emocionar, divertir e ensinar.

    O novo Mogli é uma grande adaptação e merece ser visto por todos, afinal traz toda a magia esperada de qualquer fábula da Disney.

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