MONSIEUR N

MONSIEUR N

(Monsieur N)

2003 , 120 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Antoine de Caunes

    Equipe técnica

    Roteiro: René Manzor

    Produção: Marie-Castille Mention-Schaar, Pierre Kubel

    Fotografia: Pierre Aïm

    Trilha Sonora: Stephan Eicher

    Estúdio: Canal+

    Elenco

    Bruno Putzulu, Jay Rodan, Philippe Torreton, Richard E. Grant, Roschdy Zem

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    A fantasia romântica As Novas Roupas do Imperador, exibido há alguns meses no Brasil, fazia uma gostosa especulação sobre fatos que poderiam ter acontecido durante o exílio de Napoleão Bonaparte na Ilha de Santa Helena. Agora, o diretor e ator Antoine de Caunes retoma o assunto com Monsieur N, mais uma visão dos últimos dias de Napoleão sem nenhuma pretensão de ser historicamente exata.

    Em clima de superprodução (o filme custou respeitáveis 15 milhões de euros), Napoleão Bonaparte (Philippe Torreton) perde o poder mas não a pose em seu exílio. Mesmo preso pelos britânicos, ele continua mantendo sua pompa real e seu séqüito de seguidores, transformando a ilha num minúsculo pedaço da própria corte francesa. A autoridade máxima do lugar, o oficial de Hudson Lowe (Richard E. Grant, de Assassinato em Gosford Park) nutre por Napoleão um inexplicável misto de amor e ódio, de repulsa e admiração. É em meio a este intrincado jogo de poder que Napoleão vai planejar a sua fuga.

    Filmado em belas locações na África do Sul, Monsieur N é bem produzido, traz cenas grandiosas, enche os olhos com belas imagens, mas peca num ponto fundamental: emoção. O carisma dos personagens não é forte o suficiente para a criação de uma história atrativa e envolvente. As intermináveis idas e vindas de tempo do roteiro acabam por confundir o público e travar a narrativa, que fica desta forma sem a fluidez necessária para prender a atenção da platéia. Muito mais simples e poético, As Novas Roupas do Imperador foi um filme muito melhor de ser ver.

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