MULHERES - O SEXO FORTE

MULHERES - O SEXO FORTE

(The Women)

2008 , 114 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia: 26/09/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Diane English

    Equipe técnica

    Roteiro: Diane English

    Produção: Bill Johnson, Diane English, Mick Jagger, Victoria Pearman

    Fotografia: Anastas N. Michos

    Trilha Sonora: Mark Isham

    Elenco

    Annette Bening, Bette Midler, Candice Bergen, Carrie Fisher, Debra Messing, Eva Mendes, Jada Pinkett Smith, Meg Ryan

  • Crítica

    26/09/2008 00h00

    Mulheres - Sexo Forte é refilmagem de uma das mais aclamadas obras do cineasta George Cukor, As Mulheres, filme de 1939 que pode ser encontrado em DVD. No entanto, as comparações devem terminar por aqui. Esta nova versão, dirigida pela estreante no cargo Diane English, não passa de um superficial estudo das relações entre as mulheres modernas. Aliás, "estudo" talvez seja generoso depois, pois o longa passa bem longe da profundidade que a palavra pode sugerir.

    A comédia dramática acompanha o dia-a-dia de quatro amigas. Cada uma representa um estereotipo da mulher moderna: Mary Haines (Meg Ryan) é aquela que abdicou de seus sonhos pela família; Sylvia Fowler (Annette Bening) abdicou de quase tudo - inclusive o amor - pelo trabalho; Alex Fisher (Jada Pinkett Smith) desistiu dos homens e resolveu assumir a homossexualidade; Edie Cohen (Debra Messing) resolveu assumir o papel de mãe e tenta lidar com a prole. Mesmo tão diferentes, elas se dão bem pela amizade e pelo carinho que sentem uma pela outra. Desta forma, elas se ajudam a superar as mazelas que a vida impõe.

    O longa é, portanto, produzido por mulheres para as mulheres. Aliás, não há um homem no filme; a presença masculina é restrita a telefonemas e menções em conversas. Só o terreno sobre o qual Mulheres - Sexo Forte se desenvolve já é chato.

    Claro, essa mensagem de "mulheres unidas jamais serão vencidas" pode levar especialmente o público feminino ao cinema. E, de fato, a comédia dramática funciona bem junto às espectadoras que procuram não muito mais do que quase duas horas de diversão. Mas, ironicamente, acaba soando machista demais ao basear seus personagens em clichês da sociedade. Por mais que tenha um recado já esclarecido no título desta comédia dramática, tenta ser uma bandeira feminista, mas, pela superficialidade das personagens, não chega nem perto disso.

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