MUNIQUE

MUNIQUE

(Munich)

2005 , 164 MIN.

18 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Steven Spielberg

    Equipe técnica

    Roteiro: Eric Roth, Tony Kushner

    Produção: Barry Mendel, Colin Wilson, Kathleen Kennedy, Steven Spielberg

    Fotografia: Janusz Kaminski

    Trilha Sonora: John Williams

    Estúdio: Alliance Atlantis Communications, Amblin Entertainment, Barry Mendel Productions, DreamWorks SKG, Peninsula Films Inc, The Kennedy/ Marshall Company, Universal Pictures

    Elenco

    Abdelhafid Metalsi, Alexander Beyer, Alon Aboutboul, Amani Zain, Ami Weinberg, Amos Lavi, Amos Shoov, Amrou Alkadhi, Andreas Lust, Arturo Arribas, Assi Cohen, Ayelet Zurer, Baya Belal, Ben Youcef, Bijan Daneshmand, Brian Goodman, Carim Messalti, Charley Gilleran, Ciarán Hinds, Daniel Bess, Daniel Craig, Danny Zahavi, David Ali Hamade, David Feldman, Dirar Suleiman, Djemel Barek, Elyse Klaits, Eric Bana, Faruk Pruti, Fattouma Ousliha Bouamari, Félicité Du Jeu, Geoffrey Rush, Gil Soriano, Gila Almagor, Guri Weinberg, Guy Amir, Guy Zoaretz, Habir Yahya, Hagit Dasberg-Shamul, Haguy Wigdor, Hanns Zischler, Hiam Abbass, Hicham Nazzal, Hichem Yacoubi, Hisham Silman, Itay Barnea, Jalil Naciri, Jane Garioni, Jonathan Avigdori, Jonathan Rozen, Jonathan Uziel, Joram Voelklein, Joseph Sokolsky, Karim Quayouh, Karim Saidi, Karim Saleh, Kevin Collins, Laurence Février, Leda Mansour, Lemir Guerfa, Lior Perel, Liron Levo, Lisa Werlinder, Lyès Salem, Lynn Cohen, Mahmoud Zemmouri, Makram Khoury, Marie-Josée Croze, Martin Ontrop, Mathieu Amalric, Mathieu Kassovitz, Mehdi Nebbou, Meret Becker, Merik Tadros, Michael Lonsdale, Michael Schenk, Michael Warshaviak, Mihalis Giannatos, Moa Khouas, Mordechai Ben-Shachar, Moritz Bleibtreu, Moshe Ivgy, Mostefa Djadjam, Mouna Soualem, Mousa Kraish, Nabil Yajjou, Nasser Memarzia, Oded Teomi, Ohad Knoller, Ohad Shahar, Omar Metwally, Omar Mostafa, Ori Pfeffer, Ossie Beck, Patrick Kennedy, Rad Lazar, Rafael Tabor, Rana Werbin, Renana Raz, Richard Brake, Rim Turkhi, Robert John Burke, Sabi Dorr, Saïda Bekkouche, Sam Feuer, Sami Samir, Samuel Calderon, Sasha Spielberg, Sharon Alexander, Shmuel Edelman, Souad Amidou, Stéphane Freiss, Tom Wlaschiha, Ula Tabari, Valeria Bruni Tedeschi, Wojciech Machnicki, Yaron Motola, Yehuda Levi, Yigal Naor, Yossi Sagie, Yvan Attal, Ziad Adwan

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Às vezes parece que existem dois Stevens Spielbergs: um eminentemente comercial que sabe como ganhar dinheiro fazendo eficientes blockbusters; e outro sério e politizado, com densas mensagens para passar ao público. O "primeiro" Spielberg é o diretor de E.T. - O Extraterrestre, Parque dos Dinossauros, Guerra dos Mundos e vários outros. E o "segundo" dirigiu A Cor Púrpura, A Lista de Schindler e, agora, Munique. Para apreciar a produção em toda a sua intensidade, é bom esquecer o "outro" Spielberg de Guerra dos Mundos.

    Com poucas concessões comerciais, Munique é o envolvente relato da vingança que a primeira ministra de Israel, Golda Meir (Lynn Cohen), teria autorizado contra 11 lideres palestinos, logo após o massacre ocorrido nos Jogos Olímpicos de 1972, onde 11 atletas israelenses foram mortos por terroristas. Vale lembrar: o argumento do filme não é de Spielberg, e sim do escritor George Jonas em seu livro Vengeance: The True Story of an Israeli Counter-Terrorist Team. Mesmo assim, o cineasta tem sido duramente criticado por parte da comunidade judaica em todo o mundo, após a estréia do filme nos EUA, ocorrida em dezembro passado. Muitos não gostaram de ver na tela do cinema Israel se utilizando dos mesmos métodos terroristas que sempre foram tão criticados, quando usados por palestinos. Outros protestaram argumentando que a palavra "Vingança" (título do livro) seria inadequada para a ação empreendida por Golda. Quando o assunto é árabes contra judeus - e vice-versa - os ânimos sempre se exaltam.

    De qualquer maneira, é um filmaço! Denso, muitas vezes difícil, sem pretensões comerciais (tem sido um fracasso nas bilheterias americanas, como não seria difícil de prever) e extremamente corajoso. Spielberg - como um notório e militante representante da comunidade judaica - ousou permanecer neutro em Munique. Não puxa a sardinha para a brasa de Israel, tampouco crucifica os terroristas, muito menos glorifica a violência. Antes de mais nada (e de ninguém), o filme prega a paz.

    Tudo começa com o atentando acontecido nas Olimpíadas de Munique, que culminou com a morte tanto dos atletas israelenses como dos militantes palestinos. Ato contínuo, a primeira ministra Golda Meir convoca a cúpula do seu governo para planejar uma vingança exemplar, onde seriam mortos importantes líderes árabes. A missão - extremamente secreta e perigosa - é entregue a Avner (Eric Bana, de Hulk), ex-agente do Mossad e ex-segurança de Golda. Ele é encarregado de comandar uma reduzida equipe de agentes que sairá, através do planeta, à caça de onze nomes escolhidos a dedo. Até aí, Spielberg poderia ter optado por uma estética cinematograficamente glamourosa, no estilo de 007 ou A Identidade Bourne. Mas não: sabiamente, ele optou por uma fotografia escura, por um clima sombrio e por uma narrativa sólida na contra-mão do puro e simples entretenimento. Nem poderia ser diferente, já que o personagem principal, quanto mais se dedica à sua missão, mais se desencanta e se desespera ao tomar contato com a gigantesca sujeira que rege todo o "business" da espionagem. Avner percebe que no fundo a luta não é mais entre palestinos e israelenses, mas sim entre quem tem muito dinheiro e quem tem muito mais dinheiro. Líderes políticos são apenas mercadorias com dois preços: quanto eles valem mortos, e quanto eles valem vivos. Enquanto os povos sofrem, os poderosos manipulam.

    Esqueça a figura heróica do espião rodeado de belas mulheres e carrões possantes. Em Munique, os conflitos só causam dor e pânico. Para palestinos e para judeus. Assim como na vida.

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