NA TEIA DA ARANHA

NA TEIA DA ARANHA

(Along Came a Spider)

2000 , 103 MIN.

14 anos

Gênero: Suspense

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Lee Tamahori

    Equipe técnica

    Roteiro: Lewis Colick, Marc Moss

    Produção: David Brown, Joe Wizan

    Fotografia: Matthew Leonetti

    Trilha Sonora: Mark Isham

    Elenco

    Anton Yelchin, Dylan Baker, Jay O. Sanders, Michael Moriarty, Michael Wincott, Mika Boorem, Monica Potter, Morgan Freeman, Penelope Ann Miller

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Na escola mais exclusiva de Washington, os alunos já estão acostumados a uma rotina muito particular: entre professores e estudantes, circulam também equipados agentes de segurança particulares e federais. Isto porque ali estudam filhos de milionários, políticos e diplomatas influentes, crianças que são verdadeiros cheques visados, em caso de seqüestro. Em meio a câmeras, monitores e dos mais modernos equipamentos de segurança, o professor Soneji (Michael Wincott) consegue o que se julgava impossível: seqüestrar a filha de um senador. Estranhamente, porém, o criminoso não pede resgate e prefere entrar em contato com Alex Cross (Morgan Freeman), escritor e detetive especializado no estudo de mentes criminosas. Tem início um envolvente jogo de sutis estratégias em que Soneji vai tentar usar Cross para conseguir um objetivo bem diferente que simplesmente o dinheiro do resgate.

    Depois de Beijos que Matam, de 1997, Na Teia da Aranha é o segundo filme em que Freeman vive o papel do detetive Cross. Ambos são baseados nos livros de James Patterson e também privilegiam o roteiro e o raciocínio policial em detrimento à correria desabalada que costuma prevalecer no gênero. Sorte de quem curte cinema de qualidade.

    Na Teia da Aranha é um thriller para ser visto com muita atenção. Cada cena conta, cada detalhe pode ser uma pista. Desviar a atenção da tela por alguns segundos pode fazer com que o espectador perca o fio da meada. E mesmo assim não é um filme que decepciona os fãs de ação. O diretor neozelandês Lee Tamahori obteve um eficiente equilíbrio entre lógica, perspicácia e aventura, ainda que o acidente que acontece logo no início do filme seja excessivamente digital.

    Com boas interpretações, surpresas e roteiro inteligente, Na Teia da Aranha é um entretenimento acima da média para o gênero.

    11 de junho de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Televisão, Canal 21, Band News e Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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