NANNY MCPHEE - A BABÁ ENCANTADA

NANNY MCPHEE - A BABÁ ENCANTADA

(Nanny McPhee)

2005 , 97 MIN.

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Kirk Jones

    Equipe técnica

    Roteiro: Emma Thompson

    Produção: Debra Hayward, Eric Fellner, Lindsay Doran, Tim Bevan

    Fotografia: Henry Braham

    Trilha Sonora: Patrick Doyle

    Estúdio: Universal Pictures

    Elenco

    Angela Lansbury, Celia Imrie, Colin Firth, Derek Jacobi, Emma Thompson, Imelda Staunton, Kelly Macdonald, Patrick Barlow, Thomas Sangster

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    A UIP é a distribuidora brasileira que mais se embanana com os títulos dos filmes em português. Quem não se lembra de preciosidades como O Tiro que Não Saiu pela Culatra, por exemplo? Agora, a empresa pisa outra vez na bola com Nanny McPhee, que ela decidiu batizar como Nanny McPhee - A Babá Encantada. Uai, mas "nanny" não é babá? Sim. Tanto que durante todo o filme a personagem principal é chamada de Babá McPhee, como deveria ser, e não de Nanny. Se dependesse dos gênios de marketing da UIP, teríamos títulos como "O Resgate do Soldado Private Ryan", "A Mulher do Tenente Lieutenant Francês" e outras pérolas.

    Bom, mas vamos ao filme propriamente dito: meio A Noviça Rebelde, meio Desventuras em Série, Nanny McPhee - A Babá Encantada mostra a difícil vida do dedicado Cedric Brown (Colin Firth, dos dois filmes da série Bridget Jones). Dono de uma agência funerária, recém-enviuvado, ele faz das tripas coração para criar seus sete filhos. Para piorar as coisas, todos os sete são verdadeiros capetinhas e a intransigente Tia Adelaide (Angela Lansbury) ameaça cortar a ajuda financeira de Cedric se ele não se casar até o final do mês. Como se percebe, também em fábulas infantis, desgraça pouca é bobagem. É neste contexto caótico que entra em cena a misteriosa figura de McPhee (seu primeiro nome não é revelado), uma babá que esconde sob sua aparência de bruxa uma incrível eficiência, embora muitas vezes tenha que utilizar alguns métodos pouco ortodoxos para "domar" a prole.

    Vivendo o papel título, Emma Thompson novamente mostra porque é uma das melhores atrizes do cinema atual, interpretando basicamente através de olhares e expressão corporal, já que seu personagem se esconde sob uma pesada maquiagem. É dela também o roteiro do filme, feito a partir dos livros Nurse Mathilda, da escritora Christianna Brand (1907-1988). Vale lembrar que, embora seja muito mais conhecida como atriz, Emma também é escritora, tendo assinado os roteiros de Razão e Sensibilidade, de alguns telefilmes e de sua própria série de TV, Thompson, de 1988. Neste Nanny McPhee - A Babá Encantada, ela busca os públicos infantil, infanto-juvenil e familiar através de situações extremamente fáceis de serem absorvidas e assimiladas, claras lições de moral, sem pretensões, tampouco se importando para a total previsibilidade de toda a trama. Porém, para um filme que visa estes públicos, soa estranho o fato da fotografia seguir uma linha de grãos estourados, muitas vezes esmaecida, em contraposição ao colorido sempre vivaz e ultradefinido de outras produções do mesmo gênero. Porém, nada que atrapalhe a diversão familiar desta simpática Babá Encantada vivida pela encantadora Emma Thompson. Bom programa para as férias.

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