NANNY MCPHEE E AS LIÇÕES MÁGICAS

NANNY MCPHEE E AS LIÇÕES MÁGICAS

(Nanny McPhee and the Big Bang)

2010 , 109 MIN.

Gênero: Aventura

Estréia: 17/09/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Susanna White

    Equipe técnica

    Roteiro: Emma Thompson

    Produção: Debra Hayward, Emma Thompson

    Fotografia: Mike Eley

    Trilha Sonora: James Newton Howard

    Estúdio: Universal International Pictures

    Distribuidora: Universal

    Elenco

    Asa Butterfield, Bill Bailey, Daniel Mays, Emma Thompson, Katy Brand, Maggie Gyllenhaal, Nonso Anozie, Ralph Fiennes, Rhys Ifans

  • Crítica

    14/09/2010 19h15

    Nesta altura do campeonato, com tudo na base do 3D, não me admira que o que envolve o cinema venha, daqui pra frente, a ser baseado apenas nessa tecnologia. Não que seja ruim: até agora não vi muita coisa empolgante nesse formato, ou talvez eu seja arcaica demais pra tanta inovação, mas confesso que um filme que se distancia um pouco dessa loucura, de tudo voando na sua cara, me agrada.

    É o caso de Nanny McPhee e as Lições Mágicas, com a veterana Emma Thompson no papel da babá feiosa. Usando artifícios pouco convencionais de uma babá comum, ela faz com que qualquer criança sob seu comando a obedeça de qualquer jeito. Digo, de qualquer jeito meeeeeeesmo.

    Essa personagem carismática, dirigida por Susanna White, tende a agradar adultos e crianças, embora o foco seja especificamente voltado para os mais novinhos. Com lições de moral bem explicadas e sem clichês, a história desenvolvida pela própria protagonista, Emma Thompson, remete à disciplina, obediência, respeito, coleguismo e amor. Fórmulas buscadas pelos pais que querem de um jeito ou de outro colocar ordem na vida de seus filhos.

    A história: Nanny vai trabalhar na casa de uma perturbada jovem mãe, Isabel Green (Maggie Gyllenhaal), que tenta desesperadamente criar os filhos numa fazenda enquanto o marido está em combate na guerra. Mas, uma vez que integra a nova família, a babá encantada logo descobre que os filhos da senhora Green travam sua própria batalha contra dois primos intrometidos que se mudaram para o local e se recusam a ir embora.

    Assim como na primeira produção, Nanny McPhee – A Babá Encantada, os pestinhas que sempre brincam de gato e rato, pra lá e pra cá, parecem amaldiçoar a vida de suas mães com suas traquinagens, mas, sem isso, não haveria a história proposta. No início, dá arrepios de imaginar que possam existir crianças com tanto entusiasmo para coisas erradas, mas, apesar de tudo, você se acostuma e passa a gostar dos meninos, pois tudo não passa de inconseqüência infantil.

    Desse pressuposto, você vê as mudanças que acontecem com Nanny McPhee, que de feia passa a se tornar uma mulher bela, à medida que seus objetivos junto às crianças vão se concretizando. E esse sentimentalismo que vem da amarga babá, faz com que você veja que tudo não passa de uma fachada para sua seriedade fabricada.

    Uma coisa que me chamou a atenção é que Maggie Gyllenhaal, atriz americana, teve de dar uma esquecida em seu sotaque yankee, pois a produção é inteiramente inglesa. Além disso, todo o elenco é formado por atores britânicos, como Ralph Fiennes e Ewan MacCregor, por exemplo. Mas, apesar da estranheza regional, Maggie se sai bem. Todos os personagens são carismáticos e engraçados e por isso a empatia é quase imediata.

    A direção de arte acertou, pois, com toques de conto de fadas, desenvolveu os cenários e escolheu muito felizmente as locações onde se passa a trama, dando valor para instalações rurais da França.

    Apesar de vermos uma história que não agrega muito em nossas vidas, Nanny McPhee retorna para cutucar a cabeça das crianças com seu método de incentivo à obediência pouco convencional. É eficaz no cinema, mas na vida real nós vemos que não há cajado que dê conta. Mesmo assim, a mensagem é positiva, vale umas risadas e com certeza um tempo com seu filho no cinema.

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