NÃO É MAIS UM BESTEIROL AMERICANO

NÃO É MAIS UM BESTEIROL AMERICANO

(Not Another Teen Movie)

2001 , 88 MIN.

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Joel Gallen

    Equipe técnica

    Roteiro: Adam Jay Epstein, Mike Bender

    Produção: Neal H. Moritz

    Fotografia: Reynaldo Villalobos

    Trilha Sonora: Theodore Shapiro

    Elenco

    Chris Evans, Chyler Leigh, Eric Jungmann, Jaime Pressly, Joanna Garcia, Josh Jacobson, Josh Radnor, Joy Bisco, Lacey Chabert

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Estreando no cinema depois de dirigir uma série de especiais para TV, Joel Gallen perdeu a grande oportunidade de fazer um filme divertido. A idéia era ótima: satirizar, mais ou menos no estilo de Apertem os Cintos o Piloto Sumiu, a enxurrada de péssimos filmes adolescentes americanos que tem invadido o mercado internacional. Porém, o time de roteiristas (são cinco os que assinam o filme) não conseguiu criar boas piadas, mesmo tendo um farto material à disposição para “pesquisa”. Afinal, qualquer piadista mediano conseguiria extrair ótimas gags de pérolas do tipo American Pie, Ela é Demais, Cara Cadê Meu Carro?, Diga Que Não é de Verdade e outros do gênero. Mike Bender, Adam Jay Epstein, Andrew Jacobson, Phil Beauman e Buddy Johnson não conseguiram. E pior: caíram nas mesmas armadilhas desgastadas dos filmes que pretendiam satirizar, principalmente a da escatologia gratuita e grosseira. Muito grosseira.

    A trama é aquela de sempre. O bonitão da turma aposta com o colega mau-caráter que consegue transformar a garota mais feia da escola na Rainha do Baile. Até aí, tudo bem. Deste tipo de sátira não se exige mesmo uma história mais elaborada. Porém, o humor não acontece, não decola. Há, sim, boas caracterizações: o estreante Chris Evans é um competente imitador de Freddie Prinze Jr. e Lacey Chabert (a Penny de Perdidos no Espaço) está ótima fazendo as mesmas caras e bocas de Jennifer Love Hewitt. Mas o filme morre na intenção.

    Nas cenas finais, uma participação especial de Molly Ringwald - a rainha das comédias adolescentes dos anos 80 – serve para nos lembrar como eram realmente divertidos aqueles “velhos” filmes em que a piada principal não era um vaso sanitário estourando na cara dos outros.

    Não é Mais um Besteirol Americano é, sim, mas um besteirol americano.

    15 de maio de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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