NICOTINA

NICOTINA

(Nicotina)

2003 , 93 MIN.

16 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Hugo Rodríguez

    Equipe técnica

    Roteiro: Martín Salinas

    Produção: Laura Imperiale, Martha Sosa Elizondo

    Fotografia: Marcelo Iaccarino

    Trilha Sonora: Fernando Corona

    Estúdio: Altavista Films

    Elenco

    Diego Luna, Jesús Ochoa, Lucas Crespi, Marta Belaustegui, Rafael Inclán

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Este longa-metragem mexicano, produzido pelos responsáveis pelo fabuloso Amores Brutos (2000), é divertido e moderninho o suficiente para agradar a qualquer fã do cinema feito por cineastas como Quentin Tarantino e Guy Ritchie. Com um delicioso humor negro, Nicotina mostra uma noite maluca nos mais sujos becos e ruas escuras da Cidade do México. Aqui, sobra espaço para personagens ambiciosos e sem noção alguma, tudo permeado por alguns tiros, gangsteres e, claro, cigarros.

    Lolo (Diego Luna, de 171) é um hacker envolvido em uma negociação ilegal: em troca de senhas de contas na Suíça, ganhará alguns diamantes. Ao lado dele no negócio estão Nene (Lucas Crespi) e Tomson (Jesús Ochoa) e, junto, o trio deve fazer a troca com o gangster russo Svoboda (Norman Sotolongo). Mas, quando um mal-entendido acontece, é tiro e sangue para todo lado.

    Esta é a trama central de Nicotina, mas a cada minuto surge um personagem novo, que traz mais algumas situações tragicômicas. Como a vizinha de Lolo pela qual ele é apaixonado. Ou o casal de farmacêuticos, ou o casal que tem uma barbearia e estão loucos para colocar a mão nos diamantes. Ou o cachorro que não vai com a cara de Tomson. O roteiro é atrativo e não faz com que o espectador se confunda com tantos personagens, que são bem construídos. O ritmo de Nicotina é frenético não somente por conta das situações, mas também pela trilha sonora "modernosa" e a montagem cheia de brincadeiras.

    Trata-se de um filme bastante divertido. Um Snatch mexicano, mas nada mais do que isso. Nicotina não traz nada de novo para o cinema, mas serve muito bem como entretenimento. Muito mais inteligente do que muitos filmes que vemos por aí, inclusive. Mas é descartável. Como um cigarro, que termina em bituca na sola do seu sapato ou no cinzeiro mais próximo.

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