NO LIMITE DO SILÊNCIO

NO LIMITE DO SILÊNCIO

(The Unsaid)

2001 , 111 MIN.

Gênero: Suspense

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Tom McLoughlin

    Equipe técnica

    Roteiro: Miguel Tejada-Flores, Scott Williams

    Produção: Kelley Feldsott Reynolds, Matthew Hastings, Tom Berry

    Fotografia: Lloyd Ahern II

    Trilha Sonora: Don Davis

    Elenco

    Andy Garcia, August Schellenberg, Brendan Fletcher, Chelsea Field, Linda Cardellini, Sam Bottoms, Teri Polo, Vincent Kartheiser

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    A comparação é inevitável: No Limite do Silêncio é uma espécie de versão norte-americana do belo drama italiano O Quarto do Filho. O tema é praticamente o mesmo, embora os tratamentos estilísticos de ambos sejam bem diferentes.

    No Limite do Silêncio mostra o fundo do poço a que chegou o psicólogo Michael Hunter (Andy Garcia, ótimo como sempre), após o suicídio de seu filho adolescente. Além da dor em si, Michael carrega uma culpa sem tamanho já que ele próprio, como psicólogo, não conseguiu evitar a tragédia. Sua vida se transformou num deserto árido e sem emoções. Até o dia em que uma antiga amiga pede a Michael que ele faça uma avaliação psicológica de Tommy (Vincent Kartheiser), um rapaz com um forte trauma de infância. Porém, o que Michael não sabe é que, ao aceitar o trabalho, ele próprio voltará a ter contato com as mais doloridas e profundas lembranças que ele mesmo gostaria de ter esquecido. A relação entre psicólogo e paciente se torna um difícil jogo de manipulação de sentimentos.

    É incrível como o diretor Tom McLoughlin, especialista em filmes e seriados para a televisão, consegue imprimir um tom de seriedade e maturidade a este drama de temática tão difícil. Relações dolorosas entre pais e filhos podem facilmente cair no piegas choroso, o que felizmente não acontece em No Limite do Silêncio. É claro que algumas lágrimas serão inevitáveis, principalmente nas cenas iniciais que mostram o suicídio, mas tudo é dirigido com dignidade e competência por McLoughlin. O filme, obviamente, é bastante triste e denso, mesmo porque é o que o tema pede. Para quem busca uma simples diversão para o final de semana é uma péssima escolha. Para quem gosta de cinema bem-feito, merece ser conferido.

    22 de agosto de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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