NOITE DE ANO NOVO

NOITE DE ANO NOVO

(New Year's Eve)

2011 , 112 MIN.

10 anos

Gênero: Comédia Romântica

Estréia: 09/12/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Garry Marshall

    Equipe técnica

    Roteiro: Katherine Fugate

    Produção: Josie Rosen, Mike Karz, Richard Brener, Toby Emmerich, Wayne Allan Rice

    Fotografia: Charles Minsky

    Trilha Sonora: John Debney

    Estúdio: Karz Entertainment, New Line Cinema, Rice Films

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Abigail Breslin, Alexandra Guthy, Alyssa Milano, Amare Stoudemire, Amber Bela Muse, Anna A. White, Anna Kulinova, Ashton Kutcher, Barbara Marshall, Benjamin McGowan, Beth Kennedy, Bob Weston, Carla Gugino, Cary Elwes, Cassidy Reiff, Charlotte Marshall-Fricker, Chealy Phoung, Cherry Jones, Christian Fortune, Christine Lakin, Common, David Valcin, Denise Violante, Drena De Niro, Earl Rose, Emily Moss Wilson, Fiona Choi, Greg Wilson, Halle Berry, Hector Elizondo, Jack McGee, Jackie Seiden, Jaclyn Miller, Jake T. Austin, James Belushi, Jessica Biel, Joey McIntyre, Joey Sorge, Johnny DeBrito, Jon Bon Jovi, Jon-Christian Costable, Josh Duhamel, Julia Randall, Juliette Allen-Angelo, Kal Parekh, Katherine Heigl, Katherine McNamara, Kathleen Marshall, Kendra Jain, Larry Miller, Lea Michele, Lillian Lifflander, Lily Marshall-Fricker, Lori Marshall, Lucy Woodward, Ludacris, Mara Davi, Marvin Braverman, Mary Marguerite Keane, Matthew Walker, Michael Mandell, Michelle Pfeiffer, Nat Wolff, Nicole Michele Sobchack, Norman Bukofzer, Pat Battle, Patrick Collins, Patrick Reale, Penny Marshall, Peter Allen Vogt, Rob Nagle, Robert De Niro, Ross Ryman, Russell Peters, Ryan Seacrest, Rylie J. Neale, Sam Marshall, Samuel E. Mitchell, Sandra Taylor, Sara Paxton, Sarah Jessica Parker, Sarah Paulson, Sarge, Sean O'Bryan, Serena Poon, Seth Meyers, Shea Curry, Sofía Vergara, Stephanie Alexander, Stephanie Fabian, Susan Silver, Tatyana Disla, Til Schweiger, Tom Hines, Vanessa I. Mendoza, Wedil David, Yeardley Smith, Zac Afron

  • Crítica

    05/12/2011 20h00

    Houve um momento no filme Noite de Ano Novo em que eu me senti no meio do filme de Buñuel. Sabe, aquele no qual as pessoas não conseguem jamais sair de uma festa? Este mesmo. Totalmente sem inspiração, Noite de Ano Novo dá a impressão que não vai acabar nunca, e que todos nós, que estávamos dentro do cinema, iríamos entrar numa espécie de looping de tempo e jamais sairíamos de lá, condenados a assistir ao filme eternamente.

    A fórmula é antiga. Várias histórias românticas, vividas por gente comum, que se entrelaçam e/ou se complementam durante uma véspera de Ano Novo. Um jovem casal fica preso dentro de um elevador, um astro da música tenta recuperar o perdão da mulher amada, dois casais disputam um prêmio oferecido por uma maternidade, um paciente terminal quer sobreviver pelo menos até a virada do ano, uma cinquentona quer viver em um único dia tudo o que não viveu até agora, e assim vai. Tudo emoldurado pelos preparativos do tradicional réveillon na Times Square, em Nova York.

    Nada contra a fórmula em si, que Robert Altman, por exemplo, sabia usar muito bem. Mas o problema aqui é que nada funciona. A começar pelo texto, fraco, carente de situações realmente envolventes, chegando até a ineficaz direção de Garry Marshall (o mesmo de Uma Linda Mulher e Idas e Vindas do Amor), que não consegue criar em seus vários personagens a empatia necessária junto ao público.

    O abuso de clichês chega ao ápice ao utilizar a música “What a Wonderful World” numa cena de maternidade. Tem até aquela famosa tomada de helicóptero sobre a ponte, onde a câmera vai abrindo devagar até revelar que está num... helicóptero (será que é lei nos EUA que toda comédia romântica precisa fazer esta tomada?). Isso sem falar na enxurrada de merchandisings explícitos e mal colocados que constrangeria até a novela das 9 da Globo.

    E olha que o elenco é estelar, incluindo Robert De Niro, Michelle Pfeiffer, Halle Berry, Hilary Swank, Mathew Broderick (numa particiação rápida) e até Jon Bon Jovi, entre outros. Não, desta vez não tem Julia Roberts. Nomes carismáticos desperdiçados pela maior carência que o cinema hollyoodiano tem vivido nos últimos anos: a de bons roteiros. Uma pena.

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