NOME PRÓPRIO

NOME PRÓPRIO

(Nome Próprio)

2007 , 120 MIN.

18 anos

Gênero: Drama

Estréia: 18/07/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Murilo Salles

    Equipe técnica

    Roteiro: Clarah Averbuck / Melanie Dimantas

    Fotografia: Murilo Salles

    Trilha Sonora: Sacha Amback

    Estúdio: Cinema Brasil Digital

    Elenco

    Alex Disdier, David Cejkinski, Fábio Frood, Frank Borges, Juliano Cazarré, Leandra Leal, Luciana Brites, Luciano Bortoluzzi, Milhem Cortaz, Reginaldo Faidi, Ricardo Galli, Ricardo Garcia, Rosane Holland¹

  • Crítica

    18/07/2008 00h00

    Baseado nos textos da escritora gaúcha Clarah Averbuck, famosa no cenário underground por conta de seu blog - um típico produto da cultura pop atual, resultado da internet como poderoso veículo de comunicação -, Nome Próprio é mais uma inserção de Murillo Salles no universo jovem após Seja o que Deus Quiser, de 2003.

    Leandra Leal interpreta Camila, uma jovem que se muda de Brasília Para São Paulo, onde mora com o namorado. Aliás, na primeira cena ele já a expulsa de casa. Intensa tanto nos seus textos quanto na vida, a protagonista não pensa duas vezes antes de fazer o que der na telha. Evitando atividades mundanas e adultas, como um emprego fixo, ela sonha em escrever seu livro; suas experiências, intensas e inconseqüentes, acabam servindo de material para que ela possa iniciar seus planos como escritora.

    Ou melhor, pelo menos é isso que ela tenta. Camila quer ser Arturo Bandini - o herói do escritor John Fante em livros como Pergunte ao Pó e Sonhos de Bunker Hill -, mas acaba tornando-se mais uma Charles Bukowski de saias, mas com pretensões que transbordam e irritam, sem a genialidade dos escritores malditos da literatura norte-americana.

    Nome Próprio dialoga bastante com os escritos de Clarah, tanto que a personagem declama os textos no filme, que, noutras horas, aparecem na tela. É, sem sombra de dúvidas, um filme apoiado pela literatura da autora que o inspirou, mas não, necessariamente, em sua figura. É importante não confundir: Camila não é Clarah. A confusão pode ocorrer pelo fato da escritora sempre ter levado muito de si ao seu blog, mas a história de Nome Próprio não é a dela.

    Filmado com câmera na mão, em digital, o filme tem esse quê de underground que acompanha a carreira da escritora que deu origem ao projeto. Leandra Leal claramente se entregou à personagem, não somente pelas cenas de nudez (que não são poucas, aliás), mas principalmente pela entrega e paixão que passa à personagem, e seu trabalho certamente agrega valor ao longa-metragem. No entanto, Nome Próprio é um filme de desagrada principalmente por ter como base uma personagem que, apesar de intensa, é fútil e imatura de forma exagerada e irritante.

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