NOSSA VIDA NÃO CABE NUM OPALA

NOSSA VIDA NÃO CABE NUM OPALA

(Nossa Vida Não Cabe num Opala)

2008 , 104 MIN.

Gênero: Drama

Estréia: 15/08/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Reinaldo Pinheiro

    Equipe técnica

    Roteiro: Di Moretti

    Produção: Marçal de Souza

    Trilha Sonora: Mário Bortolotto

    Elenco

    Gabriel Pinheiro, Leonardo Medeiros, Milhen Cortaz, Paulo César Peréio

  • Crítica

    15/08/2008 00h00

    Nossa Vida Não Cabe Num Opala, de Reinaldo Pinheiro, já passou por alguns festivais brasileiros. No 18º Cine Ceará, levou o prêmio de Melhor Roteiro; no Cine PE - Festival Audiovisual do Recife, foi premiado como Melhor Filme; no I Festival de Cinema de Paulínia, saiu de mãos abanando. Mesmo credenciado nestes marcantes eventos cinematográficos, teve sua estréia adiada inúmeras vezes, mas parece que finalmente ele entra em circuito comercial no Brasil.

    Baseada na peça Nossa Vida Não Vale Um Chevrolet, do escritor Mário Bortolotto (que assina a trilha sonora da produção e faz uma pequena ponta no longa), a comédia dramática gira em torno das vidas de quatro irmãos: Monk (Leonardo Medeiros), Lupa (Milhen Cortaz), Slide (Gabriel Pinheiro) e Magali (Maria Manoela). A morte do pai (Paulo César Pereio) permeia toda a narrativa, refletindo nos atos dos três irmãos, que caminham pela marginalidade de suas existências de uma forma a não apontar muito bem, afinal, onde vão parar. São quatro irmãos, presos na própria miséria, que não parecem ao menos ter o desejo de sair de lá. Nada necessário.

    Nossa Vida Não Cabe Num Opala não é um filme facilmente digerível. O texto, que funciona bem nos palcos, foi transferido ao cinema por Di Moretti, não necessariamente adaptado. Teatro é teatro, cinema é cinema; parece claro, mas nem tanto em se tratando deste longa. Mesmo a atuação do sempre bom Leonardo Medeiros não é capaz de garantir a qualidade do longa. Aliás, Medeiros parece uma versão "requentada" de seus personagens em outros filmes, como Corpo e Fim da Linha - aquele homem entediado, parado na sua própria miséria, sem ter muita vontade de sair desta inércia. A interpretação cômica de Milhen Cortaz (um dos atores mais prolíficos da atividade no cinema nacional) é exagerada e caricata. Existe um lampejo de salvação na personagem de Maria Manoela, que cresce forte na trama, para acabar de uma forma vazia no desfecho. A peça, que encontra muita força no texto de Bortolotto, teve toda essa sua característica diluída no filme.

    O grande problema de Nossa Vida Não Cabe Num Opala, portanto, está na raiz do projeto: a adaptação. Parece que sobrou admiração em relação ao texto original - que perde muito de sua força nesta versão -, mas faltou uma forma mais concisa de transformar o texto de Bortolotto em filme. Uma pena, já que, pelo material original, o longa prometia muito mais do que oferece.

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