NOVO

NOVO

(Novo)

2002 , 98 MIN.

16 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jean-Pierre Limosin

    Equipe técnica

    Roteiro: Christophe Honoré, Jean-Pierre Limosin

    Produção: Hengameh Panahi

    Fotografia: Julien Hirsch

    Trilha Sonora: Loïc Dury, Mathieu Dury, Zend Avesta

    Elenco

    Agathe Dronne, Anna Mouglalis, Eduardo Noriega, Eric Caravaca, Julie Gayet, Lény Bueno, Nathalie Richard, Paz Vega

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    A comparação é inevitável: a produção franco-hispano-suíça Novo parece uma mistura de Amnésia com O Homem que Copiava. O filme começa mostrando Graham (Eduardo Noriega, de Plata Quemada) brigando contra uma máquina de refrigerante. Após alguns socos ele consegue sua tão desejada garrafa de água, que é logo abandonada pela metade, para que o rapaz possa imediatamente voltar a espancar a máquina. Vândalo? Aos poucos o público percebe que não: Graham simplesmente tem um sério problema com sua memória recente, praticamente idêntico ao personagem Leonard Shelby, de Amnésia. Porém, enquanto o filme de Christopher Nolan utiliza esta deficiência para montar uma intrigante historinha policial, Novo propõe uma nova leitura para o tema, uma libertação através do esquecimento, uma renovação constante de emoções diárias, um perdão completo de todas as culpas a cada novo amanhecer. Sem cair no romantismo comercial de Como se Fosse a Primeira Vez.

    Ao se esquecer de tudo, Graham se torna um novo homem a cada dia, a cada hora. Ama a mesma mulher como se fosse a primeira vez (sem trocadilho com o nome do filme citado anteriormente), é sujeito e objeto de diversas conquistas sexuais e só consegue manter um tênue padrão de coerência em sua vida graças a um caderninho onde anota tudo, e que mantém atado ao seu corpo como um cordão umbilical. Mas se por um lado a enfermidade de Graham é libertária, por outro ele recebe a cobrança de suas próprias raízes, dos laços afetivos que o amarram ao passado.

    Com direção de Jean Pierre Limosin (Os Olhares de Tóquio), Novo é um filme intrigante e divertido na medida certa. Merece ser conferido.

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