O ACORDO

O ACORDO

(Snitch)

2013 , 112 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 19/04/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ric Roman Waugh

    Equipe técnica

    Roteiro: Justin Haythe, Ric Roman Waugh

    Produção: Alexander Yves Brunner, Dany Garcia, David Fanning, Dwayne Johnson, Guy East, Jonathan King, Matt Jackson, Nigel Sinclair, Tobin Armbrust

    Fotografia: Dana Gonzales

    Trilha Sonora: Antonio Pinto

    Estúdio: Exclusive Media Group, Imagenation Abu Dhabi FZ, Participant Media, Spitfire Pictures

    Distribuidora: PlayArte

    Elenco

    Ashlynn Ross, Barry Pepper, Benjamin Blankenship, Benjamin Bratt, Carl Bailey, Carrie Lazar, Dane Rhodes, Darnell Trotter, Doris Morgado, Dwayne Johnson, Edrick Browne, Elgin Cahill, Emilia Graves, Fernandez Osvaldo, Harold Perrineau, J.D. Pardo, Jaime Medeles, James Allen McCune, Jason Douglas, Jason Welden, Jay Amor, Jayson Floyd, Jesus Lazaro Diaz, Jon Bernthal, Judd Lormand, Kerry Cahill, Kidus Henok, Kyara Campos, Kym Jackson, Lela Loren, Melina Kanakaredes, Michael Kenneth Williams, Nadine Velazquez, Rafi Gavron, Richard Cabral, Rick LaCour, Sam Medina, Shun Hagins, Susan Sarandon, Tim J. Smith, Timothy Hoffman

  • Crítica

    17/04/2013 15h30

    Por Daniel Reininger

    O pôster e o trailer, além é claro da presença do astro Dwayne Johnson, nos fazem pensar que O Acordo é um agitado filme de ação, porém, a coisa não é bem por aí não. A produção está mais para um drama familiar sobre drogas, daquelas que The Rock não seria a escolha habitual para protagonizar. Mas não se assuste, pois o filme não é uma bomba completa.

    Baseado (bem de leve) na história real do norte-americano James Settembrino, a trama conta a história de John (Dwayne), um pai cujo filho (Rafi Gavron) é sentenciado a dez anos de cadeia por envolvimento com drogas. Para reduzir a sentença do garoto, ele concorda em atuar infiltrado em um perigoso cartel, seguindo a lei de acusação mandatória dos Estados Unidos, que premia delatores com redução automática de pena. Algo parecido com a nossa lei de Delação Premiada.

    Dwayne Johnson foi de fato mal escalado, porém faz um trabalho razoável. Sua principal falha, a falta de expressão, colabora com o papel ao ajudar o personagem a esconder suas verdadeiras intenções dos traficantes. Entretanto, algumas cenas, como as visitas do pai ao filho na prisão, parecem saídas de uma novela mexicana, afinal The Rock não é exatamente um ator e sim ex-campeão de Luta Livre.

    A credibilidade do filme é construída com a ajuda de atores coadjuvantes como Jon Bernthal, Susan Sarandon, Michael Kenneth Williams e Barry Pepper. Seus personagens, bem construídos, estão focados apenas em assegurar seus próprios interesses e fazem John parecer mesmo uma vítima do sistema.

    A narrativa evoca as obras de Michael Mann ao mostrar os dois lados da justiça, escancarando motivações inescrupulosas e abusos dos mocinhos e dos bandidos. Entretanto, a real intenção do diretor Ric Roman Waugh (Felon) é atacar a política de acusação mandatória, propósito que seria melhor transmitido em um documentário. Ele levanta dúvidas sobre a validade da lei, mas as falhas do roteiro colocam o protagonista em situações que comprometem a vida de inocentes, caminho contrário a sua própria crítica.

    Mensagens políticas distorcidas à parte, O Acordo consegue criar tensão o suficiente para divertir. Faz falta um vilão mais intimidador, Benjamin Bratt não convence e nem assusta como homem forte do cartel. Para compensar, a única cena de ação em que Dwayne Johnson pega numa arma já vale o filme. Com uma perseguição digna de Velozes e Furiosos, o ator finalmente faz aquilo que sabe de melhor, afinal escalar The Rock e não explodir nada seria um grande desperdício.

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