O AMOR É CEGO

O AMOR É CEGO

(Shallow Hal)

2001 , 113 MIN.

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Bobby Farrelly, Peter Farrelly

    Equipe técnica

    Roteiro: Bobby Farrelly, Peter Farrelly, Sean Moynihan

    Produção: Bobby Farrelly, Bradley Thomas, Charles B. Wessler, Peter Farrelly

    Fotografia: Russell Carpenter

    Trilha Sonora: Ivy

    Estúdio: 20th Century Fox Home Entertainment

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Gwyneth Paltrow, Jack Black, Jason Alexander, Laura Kightlinger, Rene Kirby, Susan Ward, Tony Robbins, Zen Gesner

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Parece que finalmente (e felizmente) Peter e Bobby Farrelly esgotaram seus arsenais de piadas de mau gosto e humor escatológico. Responsáveis por alguns dois piores momentos da comédia moderna (leia-se Débi & Lóide, Quem Vai Ficar com Mary? e Eu, Eu Mesmo & Irene), os dois irmãos partiram agora para um filme mais romântico, menos baixaria e com "apenas" algumas situações constrangedoras.

    Em O Amor é Cego, a história fala de Hal, um menino que foi aconselhado por seu pai a transar apenas com garotas muito bonitas. Anos mais tarde, este infeliz conselho acaba se tornando um martírio na vida de Hal. Até o dia em que ele é hipnotizado por um especialista em auto-ajuda que o faz ver apenas a beleza interna das pessoas. Hal, então, se apaixona por Rosemary, uma garota gigantescamente gorda... mas que aos seus olhos é linda como Gwyneth Paltrow.

    O Amor é Cego é um roteiro de uma piada só, que perde o ritmo em vários momentos da trama. Porém, é tão satisfatório observar a "evolução" dos irmãos Farrelly que o filme até se torna assistível. Jack Black, que viveu o divertido Barry em Alta Fidelidade, não faz feio no papel principal, e a maquiagem de Gwyneth Paltrow devidamente "engordada" para as cenas finais chega a ser impressionante.

    Ainda existem, sim, algumas marcas registradas dos Farrelly, como, por exemplo, a exploração gratuita de deficientes físicos. Em determinada cena de hospital, um médico surge de repente, se apresenta aos personagens principais, se despede... e misteriosamente nunca mais aparece no filme. São defeitos banais que poderiam ser resolvidos na sala de montagem, mas que não fazem diferença para a maioria dos fãs de comédias adolescentes. Mesmo porque o filme faturou invejáveis US$ 70 milhões nas bilheterias norte-americanas. E certamente terá uma lucrativa carreira em vídeo.

    Curiosidade: o "guru" Tony Robbins, que hipnotiza Hal no elevador, é um personagem real: ele escreve livros e faz palestras sobre auto-ajuda nos Estados Unidos. É uma espécie de Lair Ribeiro americano.

    13 de fevereiro de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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