O AMOR EM 5 TEMPOS

O AMOR EM 5 TEMPOS

(5x2)

2004 , 90 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • François Ozon

    Equipe técnica

    Roteiro: Emmanuèle Bernheim, François Ozon

    Produção: Marc Missonnier, Olivier Delbosc

    Fotografia: Yorick Le Saux

    Trilha Sonora: Philippe Rombi

    Estúdio: Canal+, Fidélité Productions, France 2 Cinéma

    Elenco

    Antoine Chappey, Françoise Fabian, Géraldine Pailhas, Jason Tavassoli, Jean-Pol Brissart, Marc Ruchmann, Michael Lonsdale, Stéphane Freiss, Valeria Bruni Tedeschi

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Considerando a efemeridade dos relacionamentos, em O Amor em 5 Tempos, o cineasta François Ozon criou esta simples e sincera história de amor, mostrando as fases vividas no romance entre Marion (Valeria Bruni-Tedeschi) e Gilles (Stéphane Freiss).

    O filme começa com o divórcio de Marion e Gilles. Esta é a fase que inicia o filme e termina o romance. A cada segmento, conhecemos um pouco sobre o dia-a-dia do casal, os cuidados com o filho pequeno, a convivência com os amigos, a festa de casamento, como se conheceram... Tudo de uma forma normal, porém nada comum. Longe de julgamentos de comportamentos, Ozon mostra porque é um dos cineastas mais talentosos de sua geração. Ele sabe como poucos como observar o comportamento humano. Longe de idealizar o comportamento amoroso como a maioria das produções faz, O Amor em 5 Tempos sabe dosar muito bem o drama e os sentimentos bons ocasionados pelo romance na vida de alguém. Começar um relacionamento não é fácil. Terminar também não. Muito menos manter e é isso que Ozon sabe abordar em sua produção, premiada no Festival de Veneza em 2004.

    O Amor em 5 Tempos tem uma estrutura que lembra o teatral, seja na narrativa direta - que, apesar de ser dividida em cinco segmentos, eles são tão bem-estruturados e desencadeados que a compreensão não fica comprometida -, seja na simplicidade estética. O tempo, aqui, importa pouco. O roteiro não se esforça em surpreender o espectador, muito pelo contrário. E nem precisa. A simplicidade, muito bem acompanhada pelas câmeras de Ozon, é o grande trunfo desta produção.

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