O AMOR NÃO TIRA FÉRIAS

O AMOR NÃO TIRA FÉRIAS

(The Holiday)

2006 , 136 MIN.

Gênero: Comédia Romântica

Estréia: 22/12/2006

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Nancy Meyers

    Equipe técnica

    Roteiro: Nancy Meyers

    Produção: Bruce A. Block, Nancy Meyers

    Fotografia: Dean Cundey

    Trilha Sonora: Hans Zimmer

    Estúdio: Columbia Pictures Corporation, Relativity Media, Universal Pictures

    Distribuidora: UIP

    Elenco

    Cameron Diaz, Edward Burns, Eli Wallach, Jack Black, Jude Law, Kate Winslet, Rufus Sewell, Shannyn Sossamon

  • Crítica

    22/12/2006 00h00

    O Amor Não Tira Férias é um filme que tem alguns dos principais elementos que costumam levar o público feminino aos cinemas: não é somente uma história de amor, mas duas que se desenvolvem paralelamente de uma forma delicada e envolvente, mas irregular. Dirigido por Nancy Meyers (Alguém Tem Que Ceder), é um filme simpático, mas perde pontos pela irregularidade.

    A premissa da produção é mostrar duas mulheres completamente diferentes entrando naquele tradicional estado de graça no qual se encontram os apaixonados. Iris (Kate Winslet) é uma jornalista inglesa que escreve sobre casamentos. Nada mais entediante e triste, se você é como esta personagem, que conhece como poucos as paixões platônicas. Nutrindo há três anos um amor não correspondido por um colega de trabalho (Rufus Sewell), ela vive sozinha num chalé que fica a 40 minutos de Londres. Já Amanda (Cameron Diaz) é uma bem-sucedida produtora de trailers que vive numa mansão em Los Angeles. Incapaz de chorar, ela acaba de romper com seu namorado (Edward Burns). Os destinos das duas se cruzam por meio de serviço pela internet que junta pessoas interessadas em passar um tempo em outro lugar. Na época do Natal, Amanda viaja à Inglaterra e se hospeda na casa de Iris, que viaja aos EUA para ficar na casa da produtora. Elas nunca se viram, mas têm suas vidas cruzadas nessa experiência. Enquanto a norte-americana apaixona-se por Graham (Jude Law), irmão de Iris, a inglesa desenvolve uma belíssima amizade com o roteirista Arthur Abbott (Eli Wallach) e conhece o compositor de trilhas sonoras Miles (Jack Black).

    O Amor Não Tira Férias parece dois filmes não somente por apresentar duas histórias paralelas, mas por elas serem desenvolvidas com tanta disparidade. Enquanto que a história protagonizada por Amanda é repleta de situações esperadas e clichês do gênero. Cameron Diaz e Jude Law vivem uma história de amor tão previsível e sem graça que eles cumprem a única função de serem belos na tela. São como aquele belo enfeite da árvore de Natal que não tem história ou significado nenhum, está ali apenas para tornar tudo mais bonito, mas não cumpre uma função indispensável no conjunto, sabe? Agora, a história de Iris é tão charmosa como um filme da década de 30. Talvez seja pelo fato de Kate Winslet ter construído uma personagem que logo cria empatia junto ao público, especialmente entre as mulheres que sabem como é difícil e incontrolável nutrir uma paixão não correspondida. Iris é como aquela sua colega de trabalho ou sua vizinha: você sabe que há muitas mulheres como ela. Sua amizade com Arthur Abbott é cercada de magia e essa é a maior paixão que ela encontra em sua estadia nos EUA: o roteirista cria na inglesa o hábito de ver filmes, especialmente os antigos, e é nas fortes mulheres dessas produções que ela encontra forças nela mesma para dar um basta em algumas situações desagradáveis. Enquanto Amanda vive no superficial mundo dos trailers e, workaholic, não consegue sair deles mesmo estando em férias, Iris mergulha no fascinante e glamuroso mundo do cinema antigo, conduzida pela mão por um personagem que conhece como poucos esse universo. Também merece destaque o trabalho de Jack Black. Conhecido por sua faceta de comediante, sempre exagerado, aqui ele consegue se controlar, compondo um personagem adorável e, acredite, charmoso.

    O filme, portanto, vale por somente uma das histórias. Se pudéssemos escolher qual ver, certamente aconteceria uma unanimidade. No entanto, é preciso pensar que é de um filme e falta unidade. O elo de ligação entre as duas personagens principais é frágil e essa disparidade entre as duas faz com que a produção perca pontos. Mas, para os que apreciam uma comédia romântica, não há dúvidas que Nancy Meyers sabe o que faz. Talvez ela tenha fica um pouco perdida neste trabalho, mas O Amor Não Tira Férias ainda vale a pena.

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