O ARTISTA

O ARTISTA

(The Artist)

2011 , 100 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 10/02/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Michel Hazanavicius

    Equipe técnica

    Roteiro: Michel Hazanavicius

    Produção: Emmanuel Montamat, Thomas Langmann

    Fotografia: Guillaume Schiffman

    Trilha Sonora: Ludovic Bource

    Estúdio: JD Productions, La Petite Reine, uFilm

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Adria Tennor, Alex Holliday, Andrew Ross Wynn, Andy Milder, Annie O'Donnell, Basil Hoffman, Beau Nelson, Ben Kurland, Bérénice Bejo, Beth Grant, Bill Fagerbakke, Bitsie Tulloch, Bob Glouberman, Brian Chenoweth, Brian J. Williams, Christopher Ashe, Clement Blake, Cleto Augusto, Cletus Young, Dash Pomerantz, David Allen Cluck, Ed Lauter, Ezra Buzzington, Fred Bishop, Hal Landon Jr., Harvey J. Alperin, J. Mark Donaldson, James Cromwell, Jean Dujardin, Jen Lilley, Joel Murray, John Goodman, Katie Nisa, Katie Wallack, Ken Davitian, Kristian Francis Falkenstein, Lily Knight, Maize Olinger, Malcolm McDowell, Matt Skollar, Matthew Albrecht, Missi Pyle, Nina Siemaszko, Patrick Mapel, Penelope Ann Miller, Sarah Karges, Sarah Scott, Stephen Mendillo, Stuart Pankin, Tasso Feldman, Tim De Zar, Wiley M. Pickett

  • Crítica

    07/02/2012 14h40

    O Artista é uma das gratas surpresas cinematográficas do ano. Uma adorável homenagem ao cinema sem ares de nostalgia barata. Nele, o diretor e roteirista francês Michel Hazanavicius caprichosamente recria a estética do cinema mudo para contar a história de um astro de cinema que se recusa a adaptar-se à revolução do som no início dos anos 1930. Uma obra tomada por um tom entusiástico e consistente que é praticamente impossível não ser arrebatado pela alegria efervescente que permeia cada cena.

    Essa fábula surpreendentemente contemporânea, sobre um ator engolido pelos avanços tecnológicos, revela muito de nosso presente no qual tudo é descartável ao menor sinal de uma novidade. Seu protagonista é George Valentin (Jean Dujardin), uma estrela do cinema mudo que tem o mundo aos seus pés: fãs, dezenas de filme no currículo e sucesso. Não há nada a atencipar o destino que o aguarda com a chegada iminente de som ao cinema. A realidade, no entanto, se mostra implacável.

    Da noite para o dia, Valentin acorda em um mundo hostil, onde todos parecem tê-lo descartado como algo obsoleto. Paralelamente, Peppy Miller (Bérénice Bejo), uma jovem dançarina e aspirante a atriz, ganha notoriedade na indústria de hollywoodiana que se rende ao advento dos filmes sonorizados. Os caminhos desses dois artistas - vivendo o mesmo momento, mas diferentes realidades - se cruzam ao longo dos gratificantes 100 minutos de projeção.

    Sim, O Artista é merecedor de sua aclamação pela crítica e público no mundo. É engraçado, triste, encantador e recompensa o espectador com cenas que podem ser definidas como "pequenas obras de arte nelas mesmas". Jean Dujardin é outro que não está sendo festejado à toa. Sua atuação é impecável e coerente com a proposta do filme. Ele expressa em sua face cada palavra que não se ouve, levando compreensão para a lacuna deixada pela ausência de som. Ele e Bérénice Bejo estão perfeitos em cena – sozinhos ou em dupla. Os dois promovem uma verdadeira aula do que se convencionou chamar de “química” em cena.

    É interessante notar a decisão acertada do diretor de fazer um filme ambientado no passado, mas moderno em sua execução. Posicionamento de câmera, montagem e efeitos são atuais. Nos remetem a uma época, mas não houve a pretensão de incorporar o jeito e a técnica de se fazer cinema do período, o que poderia se transformar num tiro no pé.

    Assistir a O Artista é fazer uma viagem no tempo. É ser levado à era de ouro de Charlie Chaplin, Buster Keaton e D.W. Griffith. Um filme de enredo simples, contado de forma primorosa, mudo e em preto e branco. “Não, não vou ao cinema ver isso. Deve ser do tipo de filme que só agrada a crítico”, diria um espectador incauto. Acredite, se deixar passar a oportunidade de assistir a O Artista no cinema estará perdendo uma experiência única. Um filme inteligente, divertido e charmoso que vai ficar gravado em sua cabeça muitos meses depois da exibição.

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