O ASSALTO

O ASSALTO

(Heist)

2001 , 111 MIN.

14 anos

Gênero: Suspense

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • David Mamet

    Equipe técnica

    Roteiro: David Mamet

    Produção: Andrew Stevens, Art Linson, Elie Samaha

    Fotografia: Robert Elswit

    Trilha Sonora: Theodore Shapiro

    Estúdio: Franchise Pictures

    Elenco

    Danny DeVito, Delroy Lindo, Gene Hackman, Jim Frangione, Patti LuPone, Rebecca Pidgeon, Ricky Jay, Sam Rockwell

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Quem não gosta de um bom filme sobre planos mirabolantes para cometer um crime milionário? E se esse “bom filme” tiver um ótimo roteirista e diretor? Alguém do porte de um David Mamet, por exemplo? Pois assim é O Assalto, aventura dramático-policial que estréia neste final de semana nos cinemas do Brasil.

    O Assalto pode não ser tão espetaculoso quanto Onze Homens e um Segredo, mas também tem o seu charme. A trama se centraliza em Joe Moore (Gene Hackman, ótimo novamente), um veterano ladrão que comete um erro e se deixa gravar pelas câmeras de segurança de uma joalheria, durante um assalto. O crime dá certo, mas agora Moore é um homem marcado, que não pode se expor. Mesmo assim, ele e seu comparsa Bobby Blane (Delroy Lindo), decidem prosseguir na vida de crimes. Embora daqui pra frente tudo pareça mudado.

    Mamet (o mesmo de Cadete Winslow e Deu a Louca nos Astros) faz aqui uma declarada homenagem ao cinema noir americano dos anos 40. Trabalha com personagens críveis, onde ninguém é exatamente mocinho, e os bandidos têm lá suas motivações e carisma. Como nos antigos filmes de detetives, traições e reviravoltas não faltarão. Os diálogos são deliciosamente cínicos, mas infelizmente nem sempre bem traduzidos nas nossas legendas. A fotografia de Robert Elswit (o mesmo de Magnólia) trabalha em tons escuros e pastéis, sem cores fortes, como que tentando passar a sensação de uma atmosfera suja, criminosa até. E os ouvidos mais atentos vão perceber que o compositor Theodore Shapiro (de Deus a Louca nos Astros) faz pequenas brincadeiras sonoras com as trilhas de Missão Impossível e Os Intocáveis.

    São minúcias e sutilezas como essas que fazem de O Assalto um filme para ser visto com o máximo de atenção. Nem sempre tudo fica absolutamente claro durante a trama, mas isso não importa. Havia casos de “film noir” incompreensíveis, nos anos 40, e mesmo assim todo mundo achava bom. Vale pelo clima, pela empatia provocada pelos personagens e pelo delicioso sarcasmo que permeia toda a história.

    7 de agosto de 2002.

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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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