O CAÇADOR (2008)

O CAÇADOR (2008)

(Chugyeogja/ The Chaser)

2008 , 125 MIN.

16 anos

Gênero: Policial

Estréia: 16/10/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Hong-jin Na

    Equipe técnica

    Roteiro: Hong Won-Chan, Shinho Lee

    Produção: Moon-Su Choi

    Trilha Sonora: Yongrock Choi

    Estúdio: Fine Cut, Silk Road

    Distribuidora: Imovision

    Elenco

    Ha Jung-woo, Jee Young-min, Jung In-gi, Kim Mi-jin, Kim Yun-seok, Park Hyo-ju, Seo Yeong-hie

  • Crítica

    06/10/2009 16h34

    Já faz alguns anos que o cinema sul-coreano tem mostrado seu vigor, em filmes fortes e diferenciados como OldBoy, Lady Vingança e O Hospedeiro, só para citar três exemplos. Agora, novamente o país confirma a sua força narrativa cinematográfica com O Caçador, longa de estreia de Na Hong-jin, desde já mais um nome promissor vindo da Coreia do Sul.

    A trama é centralizada em Joong-ho (Kim Yun-seok), cafetão decadente que administra seu negócio à beira da falência. Sua situação piora ainda mais com o desaparecimento de duas prostitutas que tinha sob o seu comando. Na base do desespero, ele chantageia a jovem Mi-jin (Seo Yeong-hie), a última de suas garotas, para que ela vá trabalhar, mesmo febril e doente. Com uma filha pequena para criar, Mi-jin é obrigada aceitar a pressão do patrão, sem saber que com isso está caindo diretamente nas mãos de um violento serial killer.

    Flertando com o cinema norte-americano, O Caçador reúne vários elementos iconográficos que são verdadeiros padrões (clichês?) da cinematografia ianque. Entre eles, o serial killer mentalmente perturbado por um problema sexual, a descoberta sempre bombástica do esconderijo do assassino (recheado, é claro, de pistas que auxiliarão as investigações), o policial decadente que vê no caso uma possibilidade de redenção, a autoridade obstinada pela mídia, a ineficiência da polícia. Formalmente, o filme também bebe na estética norte-americana, tanto em ritmo como em direção e na estrutura básica do roteiro.

    Porém, seguindo a trilha aberta por seus antecessores sul-coreanos, O Caçador vai além. É mais elaborado, mais profundo, mais criativo e também mais violento que suas fontes de inspiração vindas da América. E faz menos concessões comerciais, principalmente nos destinos que dá aos seus personagens. Conscientemente ou não, é clara a intenção de atingir o mercado internacional, o que não chega a ser um problema, já que os esforços para suplantar - na forma e no conteúdo - o padrão convencional dos filmes do gênero são visíveis e eficazes.

    Desta forma, O Caçador propõe em fascinante meio termo asiático, nem tão esquemático e previsível como um filme comercial norte-americano, nem tão hermético como uma produção artística europeia.

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