O CAMINHO DAS NUVENS

O CAMINHO DAS NUVENS

(O Caminho das Nuvens)

2003 , 85 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Vicente Amorim

    Equipe técnica

    Roteiro: David França Mendes

    Produção: Lucy Barreto, Luiz Carlos Barreto

    Fotografia: Gustavo Habda

    Trilha Sonora: Lenine

    Estúdio: Luiz Carlos Barreto Produções Cinematográficas

    Elenco

    Cláudia Abreu, Felipe Newton, Ravi Lacerda, Wagner Moura

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Vez por outra, a vida real é palco de histórias tão insólitas e improváveis que parecem ter brotado da imaginação fértil de um roteirista de cinema. É o caso da epopéia de Cícero Ferreira Dias, um caminhoneiro desempregado que, em 1998, junto com sua mulher e cinco filhos, pedalou da Paraíba até o Rio de Janeiro em busca de um emprego que lhe pagasse mil reais, quantia que considerava o mínimo necessário para sustentar sua família.

    O diretor Vicente Amorin, que antes havia dirigido o documentário 2000 Nordestes, ficou fascinado com o drama da família Dias e resolveu levá-lo às telas no filme O Caminho das Nuvens, seu primeiro longa de ficção, que estréia na sexta-feira 12 nas principais capitais do País.

    No filme, Cícero vira Romão (Wagner Moura), um homem voluntarioso que, ao lado da mulher Rose (Cláudia Abreu) e de seus cinco filhos, parte numa cruzada de 3.200 Km, atravessando cinco estados em busca de seu sonho. Durante o percurso, a família enfrenta as dificuldades óbvias de quem se propõe um desafio como esse. Passam fome, sede, vivenciam a solidariedade e a indiferença do povo, conhecem os contrastes do País e enfrentam crises familiares, causadas principalmente por Antônio (o ótimo Ravi Ramos Lacerda, de Abril Despedaçado), o filho mais velho, que contesta a autoridade do pai e, por vezes, se deixa seduzir pelos chamarizes da estrada.

    Vicente Amorin tinha a faca e o queijo na mão para fazer um bom filme, mas perdeu a chance por conta de um roteiro fraco, que deixa o espectador à distância dos personagens. Não há identificação, nem aquele toque sutil dado pelos bons roteiristas que faz o espaço entre a cadeira e a tela desaparecer. Do começo ao fim, O Caminho das Nuvens é levado em banho-Maria, um avião que liga as turbinas, taxia, taxia e não decola. Para piorar, a montagem não ajuda, não consegue dar um timing, um ritmo definido ao filme.

    Ah, e não estranhe quando, de repente, subirem os créditos. Não é problema na cópia, não. É que O Caminho das Nuvens é um filme sem fim mesmo. Simplesmente acaba, do nada, e te deixa lá, sentado na poltrona, com cara de ponto de interrogação.

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