O CAMINHO PARA EL DORADO

O CAMINHO PARA EL DORADO

(The Road to El Dorado)

2000 , 89 MIN.

anos

Gênero: Animação

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Bibo Bergeron, Don Paul

    Equipe técnica

    Roteiro: Ted Elliott, Terry Rossio

    Produção: Bonne Radford, Brooke Breton

    Trilha Sonora: Elton John, Hans Zimmer, John Powell

    Estúdio: Dreamworks

    Elenco

    Armand Assante, Edward James Olmos, Kenneth Branagh, Kevin Kline, Rosie Perez

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O dia em que Spielberg superou a Disney. Não seria exagero se este fosse o título desta crítica. Mais divertido, mais dinâmico, mais inteligente e mais criativo que a grande maioria dos desenhos da Disney, O Caminho para El Dorado – produzido pela Dreamworks - é simplesmente genial.
    A história se passa em 1519, e fala de dois simpáticos vigaristas (Túlio e Miguel, dublados na versão original por Kevin Kline e Kenneth Brannagh respectivamente), que literalmente entram de gaiatos no navio do temido conquistador espanhol Cortez. Que eles vão descobrir a cidade perdida de El Dorado, todo mundo já sabe. Não é o que acontece que importa, mas como acontece. O grande charme do desenho está no seu ritmo arrebatador, nos diálogos hilariantes e – principalmente – na incrível construção dos personagens principais. Com apenas cinco minutos de projeção, o espectador já identifica Túlio e Miguel como dois grande amigos, de quem dá vontade de comprar camisetas, lancheiras, adesivos ou bonequinhos.
    O Caminho para El Dorado foge das fórmulas prontas que nos acostumamos a ver nas produções com a grife Disney. Não há o típico momento feito para chorar, nem a tradicional cena piegas, nem o inevitável bichinho falante com tiradas engraçadas. Muito pelo contrário, há piadas maliciosas, heróis de caráter duvidoso e – uau! – até a sugestão de uma cena de sexo. Apenas sugestão...
    A trilha sonora de Hans Zimmer com canções de Elton John é – desde já – séria pré-candidata ao Oscar 2001. Kevin Kline e Kenneth Brannagh dão verdadeiros shows de interpretação, ainda que o sotaque britânico de Brannagh soe um pouco estranho para um personagem tão espanhol. Humor e ação correm soltos, tornando o desenho atrativo tanto para crianças como para adultos.
    Na cena final, Túlio argumenta que será difícil prosseguir com a aventura, agora que eles perderam mapas e planos. Ao que Chel (voz de Rosie Perez) responde que “assim é muito mais divertido”. Chel está certa: sem os “mapas” e “planos” pré-determinados da fórmula Disney, tudo fica muito mais divertido.

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