O CASAMENTO DE RACHEL

O CASAMENTO DE RACHEL

(Rachel Getting Married)

2008 , 114 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 13/02/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jonathan Demme

    Equipe técnica

    Roteiro: Jenny Lumet

    Produção: Marc E. Platt, Neda Armian

    Fotografia: Declan Quinn

    Trilha Sonora: Donald Harrison Jr, Zafer Tawil

    Elenco

    Anisa George, Anna Deavere Smith, Anne Hathaway, Beau Sia, Bill Irwin, Debra Winger, Dorian Missick, Jerome LePage, Kyrah Julian, Mather Zickel, Rosemarie DeWitt, Tunde Adebimpe

  • Crítica

    13/02/2009 00h00

    Este drama dirigido por Jonathan Demme (O Silêncio dos Inocentes) tem um tom de filme independente. Com imagens capturas em digital, é todo filmado com câmera na mão. A trilha sonora vem dos músicos, que ensaiam para o tal do casamento que dá nome ao filme, o que ajuda a contribuir com o clima aparentemente informal do longa-metragem. Aparente porque, debaixo de tantas camadas de trivialidade, O Casamento de Rachel é um trabalho repleto de complexidade dramática.

    Kym (Anne Hathaway) é uma jovem que utiliza o sarcasmo para conseguir lidar com as tragédias em sua vida: a mais atual é estar internada numa clínica de recuperação para viciados em drogas. Mas ela consegue uma dispensa no final de semana no qual sua irmã, a Rachel (Rosemarie DeWitt) do título, vai se casar. Kym volta para casa e encontra poucas recepções capazes de fugir da rispidez. Quase ninguém aceita muito bem sua presença e o que temos é uma seqüência de situações complicadas e problemas do passado que voltam à tona com a presença da protagonista no painel familiar.

    Por mais que seja um longa recheado de conflitos e traumas familiares, O Casamento de Rachel ainda é esperançoso ao mostrar uma família que, apesar dos grandes problemas ainda é capaz de superá-los para um bem maior. A ação se passa num único fim de semana, conturbado e repleto de pequenas e complexas situações dramáticas. O filme traz uma marcante atuação de Anne Hathaway, que é capaz de oscilar brilhantemente entre o sarcasmo, a maldade e a melancolia de uma forma emocionalmente verdadeira. O clima informal conferido ao longa deve-se também à química entre o elenco. São personagens que fazem parte da mesma família, se amam e odeiam simultaneamente da forma que somente membros da mesma família podem fazer de uma forma relativamente saudável. O roteiro, estréia de Jenny Lumet (filha do grande cineasta Sidney Lumet) como roteirista, ainda apresenta uma complexidade disfarçada de informalidade, apresentando uma roteirista a se prestar atenção.

    Transitando muito bem entre a tragédia e o humor negro e inteligente, O Casamento de Rachel é um filme que parece ser pequeno, mas revela-se muito maior na medida em que ganha desenvoltura e conquista o espectador.

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