O CASEIRO

O CASEIRO

(O Caseiro)

2016 ,

12 anos

Gênero: Suspense

Estréia: 23/06/2016

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Julio Santi

    Equipe técnica

    Roteiro: Felipe Santi, Joao Segall, Julio Santi

    Produção: Bruno Garcia, Rita Buzzar, Vinicio Espinosa

    Fotografia: Ulrich Burtin

    Trilha Sonora: Tomaz Vital

    Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), Nexus Cinema e Vídeo, Urano Films

    Montador: Hélio Vilela Nunes, Julio Santi

    Distribuidora: Europa Filmes

    Elenco

    Annalara Prates, Antonio Haddad Aguerre, Bianca Batista, Bruno Garcia, Denise Weinberg, Fabio Takeo, Joao Segall, Julio Santi, Leopoldo Pacheco, Malu Rodrigues, Mirtes Nogueira, Pedro Bosnich, Roberto Arduin, Victória Leister

  • Crítica

    21/06/2016 18h51

    Por Iara Vasconcelos

    O Brasil nunca foi referência em filmes de terror, mesmo com figuras como José Mojica Marins, o Zé do Caixão, e o diretor Rodrigo Aragão, autor dos independentes Mar Negro e Mangue Negro. Esse último, por sinal é o principal responsável por explorar cada vez mais esse nicho por aqui, mas, mesmo assim, o terror tupiniquim ainda engatinha, enquanto Hollywood faz a festa em nossas bilheterias com longas como Invocação Do Mal e Annabelle.

    Entretanto existe um progresso perceptível e O Caseiro é um desses bons exemplos. No filme, o novato diretor Julio Santi (O Circo da Noite) procura explorar o sucesso dos best sellers espíritas ao mesmo tempo em que consegue criar uma aura sonora e visual de terror que não deve a nenhuma produção internacional.

    A trama acompanha o cético professor de psicologia Davi (Bruno Garcia), famoso por publicar um controverso livro em que busca justificar as aparições sobrenaturais com base na psicanálise.

    Sem receber novos pacientes a muito tempo, ele planeja escrever um novo livro, mas sua aluna Renata (Malu Rodrigues) procura sua ajuda após uma sucessão de fatos estranhos acontecerem na propriedade de sua família, inclusive causando a morte de sua mãe.

    Todos acreditam que as manifestações paranormais estão ligadas ao fantasma do antigo caseiro do lugar, que se suicidou. Davi vê o pedido como um desafio e viaja para lá com o intuito de provar que há uma explicação lógica para tudo aquilo.

    O roteiro de O Caseiro é recheado de clichês e não chega a despertar medo de fato. Entretanto, a narrativa é bem desenvolvida e não há excessos de reviravoltas que precedem o clímax, um dos fatores mais criticados em filmes de terror atualmente. O longa ainda conta com uma fotografia sofisticada, principalmente nas cenas noturnas, que são acompanhadas do espelho d'água formado pelo lago que beira o casarão.

    O Caseiro pode ser "inofensivo" frente a outros filmes do gênero e está mais para um suspense do que para um terror, mas é inegável que simboliza um grande passo na produção nacional de terror, o que só beneficia o espectador, ávido por mais diversidade no cinema brasileiro.

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