Pôster de O Castelo Animado

O CASTELO ANIMADO

(Hauru No Ugoku Shiro)

2004 , 119 MIN.

anos

Gênero: Animação

Estréia:

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Hayao Miyazaki

    Equipe técnica

    Roteiro: Hayao Miyazaki

    Produção: Toshio Suzuki

    Trilha Sonora: Joe Hisaishi

    Estúdio: Studio Ghibli

    Elenco

    Akihiro Miwa, Akio Ôtsuka, Chieko Baisho, Daijiro Harada, Haruko Kato, Mitsunori Isaki, Ryûnosuke Kamiki, Takuya Kimura, Tatsuya Gashûin, Yô Ôizumi

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O japonês Hayao Miyazaki é um dos animadores mais famosos do mundo. Entre seus conterrâneos, não tem para mais ninguém. Depois do aclamadíssimo A Viagem de Chihiro (2001) - que até ganhou o Oscar -, Miyazaki volta a conduzir um longa-metragem de animação em O Castelo Animado.

    A produção é uma adaptação do livro homônimo escrito pela inglesa Diana Wynne Jones. A protagonista é Sophie, uma menina que trabalha na loja de chapéus de sua família. Tímida, é a menos vaidosa e espalhafatosa de todas as irmãs. Um dia, andando pela cidade, ela encontra o feiticeiro Haoru. De aparência andrógena, ele encanta a protagonista, especialmente quando a faz voar para fugir do assédio de dois guardas. O único problema é que uma bruxa, ciumenta ao ver Haoru passeando com a jovem, resolve lançar-lhe um feitiço, prendendo Sophie no corpo de uma velha. Envergonhada, resolve sair da cidade em busca de uma solução para este problema.

    Sophie parte numa jornada à procura de Haoru, única pessoa que ela conhece capaz de libertá-la desse feitiço. É quando começa a aventura de O Castelo Animado: além de encontrar o castelo do título - onde mora Haoru, o menino Marko e Calcifer, um pequeno demônio em forma de fogo que dá vida ao castelo -, Sophie dá uma nova dinâmica à vida desses personagens como nunca conseguiu quando sua alma estava em um corpo mais jovem. Quando Haoru é convocado para ajudar em uma guerra, o apoio de Sophie torna-se cada vez mais essencial para alimentar a vida no castelo.

    Assim como acontece em suas animações anteriores, os desenhos que compõem este anime (como são conhecidas as animações japonesas) são incríveis. Os movimentos do castelo animado do título são lindos, cada uma de suas muitas partes funciona como se realmente tivesse vida própria. O mundo de O Castelo Animado é repleto de magia: portas que levam a lugares diferentes, brasas falantes, um homem que derrete tudo em volta quando está deprimido, espantalho que pula, feiticeiras vaidosas e rancorosas. Esses são apenas alguns dos elementos que formam esta bela fantasia.

    Se em A Viagem de Chihiro o valor em pauta é a identidade, neste filme Miyazaki aborda, por meio de seus personagens, a vaidade e a auto-estima. A vaidade do feiticeiro Haoru é proporcionalmente inversa à sua auto-estima, sentimentos que podem significar a ruína do castelo que ele mesmo ajuda a conduzir. Ele e Sophie, nesse sentido, são completamente opostos. A jovem não tem vaidade, a não ser quando é amaldiçoada e vira uma velha. É quando, nessa fuga, ela encontra a força na auto-estima ao conviver com o extremamente vaidoso Haoru.

    O Castelo Animado é um filme mais adulto se comparado ao anterior de Miyazaki. Mas estão lá os mesmos elementos que o fazem ser conhecido como o "Walt Disney japonês" (apesar do próprio animador odiar essa comparação), como os personagens humanos que voam e adentram em mundos fora de sua (e nossa) realidade. A fantasia permeia todo o longa-metragem, convidando o espectador a entrar no mundo mágico de Miyazaki durante a projeção. E, como sempre, vale a pena.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus