O CAVALEIRO DIDI E A PRINCESA LILI

O CAVALEIRO DIDI E A PRINCESA LILI

(O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili)

2006 ,

anos

Gênero: Aventura

Estréia: 22/12/2006

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Marcus Figueiredo

    Equipe técnica

    Produção: Diler Trindade

    Fotografia: Cezar Moraes

    Elenco

    Camila Rodrigues, Guilherme Berenguer, Lívian Aragão, Paulo Nigro, Renato Aragão, Vera Holtz, Werner Schunemann

  • Crítica

    22/12/2006 00h00

    Para quem acompanhou as peripécias de um quarteto chamado Os Trapalhões, fica difícil aceitar certas mudanças, principalmente se são para pior. O personagem criado por Renato Aragão sempre terá o carisma e a alegria necessária para contagiar a criançada; o problema são os profissionais que estão à sua volta, ou, por assim dizer, o "nepotismo" existente nos filmes do Didi. Mesmo assim, uma coisa é certa: O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili não é a pior produção entre a nova safra dos filmes infantis brasileiros, pelo contrário, pode ser uma boa opção para as férias da garotada.

    O filme mostra Didi (Renato Aragão) como cavalariço e melhor amigo do rei da Landnóvia (Werner Schünemann). Essa amizade incomoda muitas pessoas no reino, principalmente ao irmão do rei, o ambicioso Jafar (Alexandre Záchia). Ao morrer, o rei Lindolfo pede a Didi que proteja sua família e não deixe o trono cair nas mãos erradas. Lili (Lívian Aragão quando criança e Camila Rodrigues na fase adulta) é a filha única do rei com a rainha Valentina (Vera Holtz), que sofre muito com a responsabilidade que a espera, principalmente ao escolher com quem irá casar e assumir o trono de Landinóvia. Antes disso, a pequena e seu amigo Didi aprontam várias travessuras no castelo, principalmente para infernizar Jafar e os ministros do reino. Lili tem um grande amor de infância, o plebeu Juan (Matheus Massaafferri quando criança e Guilherme Behringer na fase adulta), mas as diferenças entre eles e a responsabilidade que a princesa carrega poderão afastá-los. Principalmente, com a presença de Galante (Eike Duarte criança e Paulo Nigro na fase adulta), filho de Jafar e pretendente de Lili.

    Com exceção da aspirante a atriz Lívian Aragão, filha do Renato Aragão, o fato de não ter celebridades no elenco de O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili faz com que a produção já ganhe vários pontos positivos. A participação de Vera Holtz e Werner Schünemann faz a produção seguir uma linha mais profissional do que os filmes anteriores, que pareciam selecionar seu elenco de acordo com as capas de revistas de fofocas. Os atores jovens, apesar de alguns serem estreantes nas telonas, como Camila Rodrigues e Guilherme Behringer, arcam com a responsabilidade de atuar em um longa-metragem, mas Paulo Nigro (Ilha Rá-Tim-Bum: O Martelo de Vulcano) destaca-se como o vilão metrosexual da história. Pena ter participação pequena, porém cativante. E, se a prática leva à perfeição, talvez seja este o longo caminho que o diretor Marcus Figueiredo esteja percorrendo, já que este é o seu segundo longa-metragem, sendo que o primeiro foi Didi - O Caçador de Tesouros, filme anterior protagonizado pelo comediante.

    O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili traz piadas inocentes que atraem a atenção das crianças mais novas, além de mexer com sua imaginação, mas também possui um certo charme para os pais que irão acompanhá-los. O longa pode não ter trazido de volta a magia de Didi, Zacharias, Mussum e Dedé, mas pelo menos desta vez, conseguiu alcançar uma qualidade melhor.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus