O CLÃ DAS ADAGAS VOADORAS

O CLÃ DAS ADAGAS VOADORAS

(Shi mian mai fu)

2004 , 166 MIN.

12 anos

Gênero: Ação

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Yimou Zhang

    Equipe técnica

    Roteiro: Bin Wang, Feng Li, Yimou Zhang

    Produção: William Kong, Yimou Zhang

    Fotografia: Xiaoding Zhao

    Trilha Sonora: Shigeru Umebayashi

    Elenco

    Andy Lau, Dandan Song, Takeshi Kaneshiro, Ziyi Zhang

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Com Herói, o diretor chinês Zhang Yimou foi colocado no mesmo patamar que Ang Lee estava desde O Tigre e o Dragão, significando excelência em se tratando de filmes de lutas marciais. Mais do que mostrar belas lutas coreografadas, esse tipo de produção do qual estamos falando costuma encher os olhos do espectador com a leveza das lutas e a beleza das locações. Depois do sucesso do filme anterior, seria, no mínimo, um desafio para Yimou manter-se nesse posto, mas é exatamente isso que ele faz no belíssimo O Clã das Adagas Voadoras que, sem repetir as fórmulas que deram certo na produção anterior, continua pisando firme no terreno das artes marciais.

    O Clã das Adagas Voadoras acontece durante a Dinastia Tang. Esse foi um dos impérios mais ricos da história chinesa, mas agora está em declínio. Por isso, uma série de grupos rebeldes começa a surgir para lutar contra os guardas do governo. A aliança mais poderosa de todas é a que dá nome ao filme. Mesmo depois de ter seu líder morto pela tropa do imperador, o clã só cresce, ameaçando cada vez mais o governo. Vendo isso, dois capitães locais - Leo (Andy Lau Tak Wah) e Jin (Takeshi Kaneshiro) - resolvem sair em uma missão para capturar o novo líder. Eles usam a linda dançarina cega Mei (Zhang Ziyi) como isca, uma vez que ela é suspeita de ser um dos membros do clã das adagas.

    Jin é escalado para acompanhá-la dessa jornada sem se identificar como membro da tropa imperial. Para ganhar sua confiança, liberta a jovem da prisão e finge ser um guerreiro solitário chamado Vento. Durante a jornada, enquanto escapam de armadilhas da tropa imperial, a atração entre os dois é inevitável. Toda essa trama, no entanto, é só o começo do que o filme guarda para o espectador. Por isso, prefiro não seguir adiante.

    Mais do que falar sobre a trama, é importante falar sobre o espetáculo visual que O Clã das Adagas Voadoras proporciona. A fotografia, feita pelo estreante Xiaoding Zhao, não é tão espalhafatosa e colorida quanto a do filme anterior do diretor. Mesmo assim, é capaz de produzir algumas cenas antológicas do cinema moderno, como quando os soldados imperiais atacam o casal no bambuzal, ou quando Mei faz o "Jogo do Eco" para Leo. Mais do que dar vida aos personagens, Yimou é capaz de dar movimento aos objetos, fazendo a manga de um vestido dançar no corpo do ator, por exemplo. Sei que essa minha afirmação pode causar estranheza no leitor, mas não se preocupe: é que algumas situações só podem ser descritas visualmente, e é exatamente essa a sensação que se tem ao ver O Clã das Adagas Voadoras. Além das cores e das locações terem sido muito bem escolhidas, os protagonistas também foram. Mais do que competentes, eles são belos. Assim como Herói, O Clã das Adagas Voadoras traz sensações, cores e até cheiros (use a imaginação), fazendo com que o longa signifique para o espectador uma experiência cinematográfica única.

    Em tempo: o filme foi a indicação chinesa para concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro - categoria ao qual foi indicado no Globo de Ouro. Não emplacou essa indicação, mas concorreu à estatueta de Melhor Fotografia.

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