O CONDE DE MONTE CRISTO

O CONDE DE MONTE CRISTO

(The Count of Monte Cristo)

2001 , 131 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Kevin Reynolds

    Equipe técnica

    Roteiro: Jay Wolpert

    Produção: Gary Barber, Jonathan Glickman, Roger Birnbaum

    Fotografia: Andrew Dunn, Tim Wooster

    Trilha Sonora: Ed Shearmur

    Estúdio: Spyglass Entertainment, Touchstone Pictures

    Elenco

    Dagmara Dominczyk, Guy Pearce, James Frain, Jim Caviezel, Luis Guzmán, Richard Harris

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Na falta de novas idéias, um caminho sempre oportuno é recorrer às antigas. Assim, novamente o clássico livro O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas, ganha uma adaptação para o cinema. Produzido por ingleses e norte-americanos, o filme revive a saga do marinheiro Edmond Dantes (Jim Caviezel, de Olhar de Anjo), cuja vida pacífica e planos de se casar com a namorada Mercedes (a atriz polonesa Dagmara Dominczyk, de Rock Star) são violentamente interrompidos pela traição de Fernand (Guy Pearce, de Amnésia), que ele acreditava ser seu melhor amigo. Com uma sentença fraudulenta, Fernand faz com que Edmond cumpra uma longa e injusta pena na distante ilha do Castelo de If. Um pesadelo que vai durar 13 anos. Até que com a ajuda de outro preso (Richard Harris, de Gladiador), Edmond consegue escapar e se transforma no misterioso Conde de Monte Cristo. Um homem riquíssimo e com muita sede de vingança.

    Depois do sucesso de Robin Hood (de 1991), com Kevin Costner, o cineasta Kevin Reynolds dirigiu uma seqüência de três filmes que poderiam acabar com qualquer carreira em Hollywood: Rapa Nui, Waterworld e O Código 187. Por conta destes retumbantes fracassos, Reynolds ficou cinco anos afastado do cinema e retorna agora com O Conde de Monte Cristo. Felizmente para ele, o filme teve uma performance de bilheteria bem melhor que seus desastres anteriores: custou US$ 35 milhões e faturou US$ 53 nos EUA.

    Filmado na Irlanda e na Ilha de Malta (que também serviu de locações para Gladiador), O Conde de Monte Cristo segue a mesma tendência do recente A Vingança do Mosqueteiro: reciclar antigos clássicos da literatura buscando atingir o adolescente freqüentador de cinema. Para isso, é necessária a presença de atores jovens e a inserção de várias cenas de lutas. Tanto que para supervisionar as cenas de ação foi contratado o experiente Paul Weston, coordenador de dublês em filmes como Daylight, Coração de Cavaleiro e do próprio Robin Hood.

    Mas, felizmente, o filme não se rende ao apelo fácil do público jovem. Ele também traz elaborados requintes de produção, desde o caprichado figurino até a bela fotografia do inglês Andrew Dunn, o mesmo de A Loucura do Rei George e Assassinato em Gosford Park. O resultado é um Conde de Monte Cristo revigorado, que mantém o charme nostálgico da história clássica ao mesmo tempo em que consegue manter o ritmo exigido pelos atuais multiplex. Uma sessão da tarde de bom nível.

    29 de abril de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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